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Crianças com restrição alimentar


Tribuna do Norte: Publicação: 11 de Abril de 2010 às 00:00
Cerca de 24% das crianças de escolas públicas de Natal estão acima do peso. Destas, 18,2% têm sobrepeso e 6,3% algum nível de obesidade. Na rede particular, o índice é maior: 64%, sendo 39% delas com sobrepeso e 25% com alguma obesidade. Os dados são de um estudo publicado em 2007 pela professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Lana Brasil.

A contradição é que enquanto há alunos com sobrepeso na rede pública, a verba para a merenda é precária. Para se ter uma ideia, R$0,30 é o valor repassado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar do Governo Federal (PNAE) para a merenda diária dos alunos de Pré-escola e Ensino Fundamental no país. A refeição deve cobrir 20% de suas necessidades diárias. Já nos Centros Municipais de Educação Infantil (ex-creches) de Natal, o valor é R$0,60, suplemento ao que deve ser pago pelo Município.
Alex RégisRefeição dos alunos deve cobrir 20% de suas necessidades diárias, 
mas cardápio não é apropriadoRefeição dos alunos deve cobrir 20% de suas necessidades diárias, mas cardápio não é apropriado

Somados aos R$3,50 por aluno pagos pela Prefeitura,  R$4,10 são disponíveis para quatro refeições, que devem suprir 70% da nutrição diária. Resta saber se o valor é suficiente para uma dieta saudável do estudante que às vezes têm na escola a única fonte de alimentação garantida. E o problema pode se tornar ainda mais crítico quando se observa os alunos com alguma restrição alimentar, cuja nutrição deve ser diferenciada, com alimentos geralmente mais caros.

Não há dados precisos, mas a Secretaria Municipal de Educação estima que menos de 5% dos alunos estão nessa situação. Se a escola não envia o questionário específico que a Secretaria solicita no início do ano, deduz-se que não há estudante nessa condição na instituição. A informação é do coordenador do setor de Alimentos da Secretaria de Educação de Natal, Alberany Carolino. Ele garante que a medida em que as escolas informam sobre esses estudantes, são feitas adequações no cardápio.

Mas pelas próprias restrições de verba para a compra de alimentos, pode ser difícil substituir o cardápio definido pela Secretaria Municipal de Educação. Os pais de Geovanna Soares, 4, sentem na pele essa realidade. Descobriram há seis meses que a filha tem diabetes tipo 1. “Ela ficou com o abdômen avermelhado, passou a beber muita água e urinar bastante. O médico pediu exames e a doença foi diagnosticada”, disse a mãe, Josilene Soares.

Além de mudar a alimentação da filha,   geralmente à base de mingau, ela passou a preparar sua merenda. Isso porque Geovanna é uma dos mais de 4.200 bolsistas do “Programa Pré-escola para todos”, que estudam na rede privada pagos pelo Município, devido à falta de vagas nas Cemeis. 

O valor repassado pela Prefeitura para o lanche dos bolsistas não é suficiente para suprir suas limitações.  “O leite é desnatado, o achocolatado tem que ser diet, e eles realmente são mais caros”, diz a mãe. 

Evasão ajuda na composição da merenda

A Secretaria Municipal de Educação  admite que os repasses são escassos para as compras do mês, mas que a situação não é pior graças à evasão escolar. Quanto menos aluno para comer, menos dinheiro é gasto no lanche do dia, ou mais comida sobra para quem está presente. Em 2008, 7.496 estudantes abandonaram a escola, o que corresponde a 18,89% do total de 32.184 matriculados do 1º ao 9º ano. Eles contribuíram para a nutrição dos que frequentaram as aulas.

O jogo de cintura das escolas vai além, como afirma uma professora de rede municipal. “Às vezes o próprio diretor diz que não vai servir o cardápio determinado pela Secretaria, ou porque não tem tudo e quer economizar, ou  porque às vezes o alimento não chega no dia”, diz. Mas quando a limitação alimentar está ligada a alguma patologia, todo o cuidado é pouco.

O paciente com diabetes, em especial, precisa de uma alimentação que não cause aumento importante da glicose no sangue, ou seja, não deve consumir açúcar, que está em quase todos os alimentos naturalmente, mesmo sem adição dele, o que põe o doente em risco de ter uma  hiperglicemia.

Escolas de Natal já diversificam o lanche

É consenso entre os especialistas que a venda de alimentos saudáveis nas escolas tem extrema importância na educação alimentar. Muitas vezes a criança não tem escolha na hora do lanche:  coxinha, pastel, refrigerante e salgadinhos ou pipoca industrializada. Por causa disso, as que têm restrições alimentares, que não devem ingerir açúcares ou glúten, por exemplo, são as mais prejudicadas.

Mas algumas escolas da rede privada na capital começaram a diversificar suas cantinas.  Aos poucos, as prateleiras das lanchonetes dividem o espaço de biscoito recheado e refrigerante com itens  mais saudáveis, como os alimentos integrais, sucos e frutas.

A Educação Infantil do Contemporâneo tem atenção especial da nutricionista Eliane Bellot, e o Ensino Fundamental dá alternativas aos pais que queiram uma nutrição mais adequada para os filhos.  Mas a lanchonete é apenas parte da rede que contribui para a alimentação adequada. “Professores, educadores e os pais têm papéis importantes nessa educação”, ressalta Bellot. A educação alimentar aprendida na escola precisa ter continuidade em casa, e não é sempre o que acontece.

Segundo Eliane, muitos alunos que comem corretamente na escola, quando voltam das férias ou mesmo do final de semana, apresentam certa rejeição aos alimentos saudáveis.  

 “Os avós são um desafio, conscientizá-los sobre a necessidade de restrição alimentar dos netos com diabetes nem sempre é fácil”, complementa o endocrinologista pediátrico Jenner Azevedo. 

Não adianta a cantina oferecer maçã, se a criança não é educada a comê-la. Há relatos de pais que reclamam no colégio que o filho é dele come o que ele quiser, quando a cantina passou a não vender frituras, diz o especialista. Quando a criança se vê impossibilitada de lanchar na escola, a orientação dos médicos é que leve lanche de casa. 

Escolas demoram a  prestar  contas da merenda, diz SME

O coordenador do setor de Alimentos da Secretaria de Educação de Natal, Alberany Carolino, explica que  na verdade, o que ocorre é a demora das escolas para prestar contas.

“Cada escola tem sua verba para compra da merenda. Tem um prazo para apresentar as notas, que nem sempre é cumprido, por isso há atrasos no repasse”. Ainda segundo ele, são preparados todo ano 56 opções de cardápio, e quando há rejeição de uma determinada escola, é possível mudar o que estava previsto.

“Às vezes uma escola aceita bem e outra não, quando isso ocorre, uma nutricionista da equipe visita a unidade e analisa o que melhor se adequa à realidade específica daqueles alunos”. Cada cardápio com refeições para os cinco dias da semana deve ser obedecido por uma média de seis meses, o que para alguns alunos se torna “enjoativo”.

Na Escola Municipal Francisca Ferreira, em Felipe Camarão, a diretoria diminui o índice de rejeição “incrementando” a merenda com uma reserva de caixa a partir das festas da escola. “Assim, podemos mudar o cardápio toda semana”, diz a coordenadora pedagógica.

Alberany ressalta que a prática vai de encontro ao que é instituído na alimentação balanceada, e lembra que atualmente está em andamento um projeto piloto que visa a levantar a realidade nutricional dos alunos está atuando em oito escolas. A Secretaria aguarda os equipamentos adquiridos para iniciar o trabalho em toda a rede pública de ensino municipal.

As avaliações serão feitas por equipes multidisciplinares.  “Vamos poder conhecer a realidade do nosso público”. 

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