No minuto: Caso do universitário morto por engano pela PM tem primeira audiência

Diego Oliveira foi assassinado em 2008, durante uma barreira policial, na qual foi confundido com assaltante. Três policiais são acusados do caso.

Por Thyago Macedo

Fotos: Reprodução/Thyago Macedo
A Justiça de Parnamirim realiza nesta terça-feira (20) a primeira audiência do caso da morte do universitário Diego Coelho de Oliveira. O crime aconteceu no dia 20 de outubro de 2008, quando o estudante passava em uma motocicleta por uma barreira policial, em Pium. Ele teria sido confundido com um assaltante a acabou sendo assassinado.

De acordo com o processo 124.08.010013-1, da 1ª Vara Criminal da Parnamirim, os responsáveis pela morte de Diego são os policiais militares João Maria Alves, Welligton Vanderley de Carvalho e Fernando Felipe.

Os três participarão de uma audiência de instrução e julgamento marcada para as 8h30 desta terça-feira, no Fórum de Parnamirim. Além de Diego Coelho, que morreu durante a abordagem da Polícia Militar, também são vitimas no processo os amigos dele Luciano da Cruz Silva, Ivanês Rodrigues dos Santos e Luiz Carlos dos Santos Alves.

Diego cursava o segundo período do curso de Direito e nunca tinha sido preso. Ele estava em companhia de Luciano Cruz da Silva, de 24 anos, em uma motocicleta quando foram abordados pela polícia em Pium. Na versão dos policiais, a dupla teria atirado contra a viatura, o que levou ao revide da polícia.

Contudo, testemunhas informaram que nem Diego, nem Luciano estavam armados. O caso rendeu, inclusive, a exoneração do comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, em Parnamirim, coronel Paulo Roberto de Albuquerque Costa, que chegou a declarar que em abordagem policial é atirar “na cabeça”.


Diego pilotava motocicleta na estrada de Pium, quando foi surpreendido pela polícia.


A reportagem do Nominuto.com conversou com o pai do universitário. Francisco Ferreira destaca que desde a morte do filho não confia mais na polícia e ainda acredita que a Justiça possa condenar os responsáveis.

“Qualquer pena que eles venham a ter vai ser bem menor do que a que meu filho teve. Ele foi julgado sentenciado a morte por esses policiais”, afirma o pai.

Francisco Ferreira ressalta também que outras pessoas eram pra ser penalizadas pelo assassinato de Diego Coelho. “Não foram só esses três. Na ocorrência, tinham três viaturas e, inclusive, oficiais também deram declarações que assustaram a população”, comentou, referindo-se às afirmações do coronel Paulo Albuquerque.

A expectativa é que depois da audiência realizada nesta sexta-feira, a juíza da 1ª Vara Criminal de Parnamirim, Arklenya Pereira, apresente a sentença de pronuncia, determinando se os acusados vão a júri popular.
http://www.nominuto.com/noticias/policia/caso-do-universitario-morto-por-engano-pela-pm-tem-primeira-audiencia/51238/

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