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Brasil na Copa do Mundo FIFA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_na_Copa_do_Mundo_FIFA

Uruguai 1930 
No Uruguai, em 1930, o Brasil esteve presente para a disputa da 1ª Copa do Mundo de futebol, mas um desentendimento entre times do Estado do Rio de Janeiro e times do Estado de São Paulo, ao preparar a escolha de seus jogadores, fez com que os melhores jogadores não participassem. O Brasil entrou em um triangular com Iugoslávia e Bolívia, e somente o 1º do grupo se classificaria. A [Iugoslávia] venceu o Brasil por 2 gols a 1 e a Bolívia por 4 a 0, e se classificou, eliminando o Brasil.

Itália 1934

Na Copa do Mundo de 1934, o Brasil foi prejudicado acerca da desordem entre os dirigentes das entidades futebolísticas amadora e profissional. Como foi eliminado ainda na primeira partida, a Seleção Brasileira aproveitou a viagem para fazer dois jogos amistosos. O primeiro em Belgrado, que, perdeu uma disputa para a Seleção da Iugoslávia por 8 x 4 gols. O segundo em Zagreb, por 0 x 0 gols , contra o Gradjanski, uma equipe local.

França 1938

Na França, a Seleção Brasileira obteve o terceiro lugar, sua melhor colocação até então nas Copas do Mundo. Eliminou a Polônia nas oitavas e a Tchecoslováquia nas quartas, perdeu para a Itália na semifinal e ganhou da Suécia na disputa do 3º lugar. Leônidas da Silva conhecido como Diamante Negro, foi o artilheiro da competição.

Brasil 1950

Na Copa do Mundo de 1950 o Brasil era tido como favorito ao título. Se classificou em 1º em seu grupo e, no quadrangular final, goleou Suécia e Espanha. Precisava somente de um empate contra o Uruguai para obter o título, porém, o Uruguai venceu o Brasil por 2 x 1 de virada. A partida foi realizada no estádio Maracanã, construído especialmente para a Copa.

Suécia 1958

O primeiro título do Brasil. A seleção ficou em 1º lugar num grupo forte, que tinha Inglaterra, União Soviética e Áustria. Ganhou com dificuldade do País de Gales, que utilizava um esquema fortemente defensivo, nas quartas-de-final. Na semifinal, goleou a França. A final foi disputada no Estádio Råsunda entre Brasil e Suécia. O Brasil perde o sorteio e joga de azul, ambos os times tinham o uniforme nº 1 em amarelo. O Brasil vence por 5 x 2, mesmo placar que aplicara na semifinal. Nesta partida, a seleção tinha jogadores como: Pelé, Vavá, Zito, Mazzolla, Garrincha, Didi, Gilmar, Zagallo, entre outros. Assim o Brasil sagrava-se pela primeira vez Campeão Mundial de Futebol. Marcando para o mundo o surgimento de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Chile 1962

A seleção faz seu bicampeonato nesta Copa. O Brasil se classificou em 1º do grupo. Eliminou a Inglaterra nas quarta-de-final e o Chile na semifinal. Na final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 x 1 gols. Os jogadores Garrincha, Nilton Santos, Zagallo e Vavá foram grandes destaques.

Inglaterra 1966

Na busca pelo tricampeonato, o Brasil apresentou um time desorganizado e extremamente confuso, chegando a convocar mais de 40 jogadores. A Seleção acabou eliminada ainda na primeira fase, após perder para Portugal por 3 x 1 gols. Partida marcada pelas jogadas violentas contra Pelé.

México 1970

Brasil e Itália duelaram no estádio de Azteca, México, disputando o título de Primeira Seleção Tricampeã Mundial. Brasil venceu a competição por 4 x 1 gols, conquistando a Taça Jules Rimet. A Seleção Brasileira da época, que, para evitar a repetição do fiasco de 1966, realizou grande preparo físico e organização antes da Copa, foi considerada uma das melhores da História.

Alemanha Ocidental 1974

Zagallo e sua equipe, agora sem o rei Pelé, tentaram o tetracampeonato com um time muito discutido pela imprensa brasileira. Mas a Seleção não resistiu à inovação colocada em campo pela Laranja Mecânica da Holanda, e acabou em quarto lugar após perder para a Polônia.

Argentina 1978

A Copa da Argentina é certamente a mais suspeita das copas. O Brasil conquistou o terceiro lugar, invicto, mais empatando do que vencendo. Só não chegou à final por causa da suspeitíssima goleada de 6 a 0 da Argentina contra o Peru. Depois da vitória argentina, torcedores brasileiros foram humilhados e agredidos por torcedores locais: numa agência da Varig, sob ameaça de agressão. Nesta Copa, o técnico Cláudio Coutinho criou uma das jóias do anedotário futebolístico ao afirmar que o Brasil foi o campeão moral da competição, frase que virou motivo de gozação.

Espanha 1982

A Seleção Brasileira era considerada a melhor equipe do mundo, recheada de craques como Zico, Sócrates e Falcão, comandados por Telê Santana. Mas na partida contra a Itália, Paolo Rossi marca três gols e decreta a tragédia do Sarriá.

México 1986

Problemas variados atrapalharam o Brasil na Copa de 1986. Várias lesões atrapalharam a formação de um time tão forte quanto o de 1982: Cerezo foi cortado, Zico e Falcão não tinham condições de serem titulares. Renato Gaúcho foi cortado por indisciplina e Leandro o acompanhou, em solidariedade. No desembarque no México, Zico fazia tratamento intensivo para poder se recuperar a tempo de jogar; Júnior e Sócrates não estavam em suas melhores condições físicas. No início da Copa do México, a esperança era de repetir a campanha de 1970. Mas com um futebol burocrático, Zico e companhia ganharam sofrendo os 2 primeiros jogos; jogaram melhor nos outros dois, mas acabaram eliminados nas quartas-de-final pela França de Platini nos pênaltis. Telê Santana ganhava de vez a fama de pé frio.

Itália 1990

O Brasil havia ganho a Copa América de 1989, após 40 anos sem o título, e havia animação quanto ao possível desempenho do Brasil na Copa. Mas, treinada por Sebastião Lazaroni, a Seleção Brasileira não foi bem. Utilizando pela primeira vez o esquema 3-5-2, o time foi considerado muito defensivo e com um futebol ultrapassado. A Seleção obteve magras vitórias na primeira fase. O confronto entre Brasil e Argentina pelas oitavas de final foi a melhor atuação do time na Copa, porém não foi possível evitar a eliminação. A lesão de Romário e a falta de união do grupo de jogadores foi apontada como a principal causa para a eliminação. Com o ambiente interno dividido por intrigas entre jogadores e comissão técnica, a "Era Dunga" sucumbia.

Estados Unidos 1994

Após um jejum de 24 anos sem conquista, a equipe brasileira foi para a Copa do Mundo dos Estados Unidos em 1994 desacreditada. Seu técnico, Carlos Alberto Parreira, com fama de turrão, convocou Romário, que era unanimidade nacional, apenas no última partida das eliminatóras na partida decisiva contra o Uruguai no Maracanã, onde Romário marcou duas vezes. A dupla Romário e Bebeto fez grandes apresentações e levaram o Brasil à final. Numa partida sem gols, Brasil e Itália fizeram a primeira final de Copa do Mundo definida por pênaltis. O tetracampeonato veio após Roberto Baggio mandar a bola aos ares e finalizar 3 a 2 .

[França 1998

A esperança do penta estava toda depositada na dupla que havia feito sucesso nos anos anteriores, Ronaldo e Romário. Mas pouco antes da Copa, o Baixinho foi cortado. A Seleção apresentou-se como um bom time, mas havia dúvidas se era forte o suficiente para conquistar o título, pois apresentava deficiências que poderiam ser fatais em algum momento. Após uma difícil semifinal contra a talentosa Holanda, jogo que era considerado por alguns "a final antecipada", parecia que a Seleção conquistaria o penta. Mas a final contra a França foi, talvez, a mais estranha de todas as finais de Copa já realizadas. Ronaldo, o "Fenômeno", então considerado o melhor jogador do mundo, teve problemas até hoje motivos de controvérsia durante a final contra os donos da casa: citaram-se a possibilidade de convulsões, cansaço ou até mesmo uma má atuação proposital. O Brasil foi goleado pela França de Zidane por 3 a 0 em péssima atuação de todo o time, o que gera até hoje comentários de que a Copa poderia ter sido "vendida".

Coréia do Sul/Japão 2002

O sonho do pentacampeonato veio com uma seleção de jovens talentos. O técnico Luiz Felipe Scolari, famoso pelo seu pulso firme e seriedade, não cedeu à pressão popular e não convocou Romário. Com um futebol pragmático, buscando o resultado, mas sem negar o talento brasileiro, a Seleção de Rivaldo e Ronaldo obteve uma campanha numericamente perfeita: sete vitórias em sete jogos. Ronaldo marca dois gols na final, contra a Alemanha, e espanta o fantasma de quatro anos antes.

Alemanha 2006

A Seleção Brasileira entrou como natural favorita, devido à campanha da última Copa. Seu ataque era chamado de Quadrado Mágico (Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano). Porém, a seleção não inspirava confiança à todos: havia poucos treinos, farra na concentração e declarações arrogantes. Notava-se, portanto, uma situação inversa à de 2002, onde a seriedade era total. Nos primeiros jogos, o Brasil demonstrava apatia e lentidão em campo, e classificou-se devido à pouca força dos adversários. Os comandados de Carlos Alberto Parreira acabaram caindo novamente diante dos carrascos franceses, liderados por Zidane e Henry. A derrota por um a zero foi decretada com o gol de Thierry Henry.

Desempenho

Ano Desempenho Colocação J V E D GP GC
1930
primeira fase
6
2
1
0
1
5
2
1934
primeira fase
14
1
0
0
1
1
3
1938
terceira colocação
3
5
3
1
1
14
11
1950
vice-campeões
2
6
4
1
1
22
6
1954
quartas-de-final
5
3
1
1
1
8
5
1958
campeões
1
6
5
1
0
16
4
1962
campeões
1
6
5
1
0
14
5
1966
primeira fase
11
3
1
0
2
4
6
1970
campeões
1
6
6
0
0
19
7
1974
quarta colocação
4
7
3
2
2
6
4
1978
terceira colocação
3
7
4
3
0
10
3
1982
quartas-de-final
5
5
4
0
1
15
6
1986
quartas-de-final
5
5
4
1
0
10
1
1990
oitavas-de-final
9
4
3
0
1
4
2
1994
campeões
1
7
5
2
0
11
3
1998
vice-campeões
2
7
4
1
2
14
10
2002
campeões
1
7
7
0
0
18
4
2006
quartas-de-final
5
5
4
0
1
10
2
Total
5/18
1º Lugar (ranking da FIFA em 26 de maio de 2010)[1][2]
92
64
14
14
201
84
 

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