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TN - Na luta por reconhecimento

Felipe Gurgel - Repórter de Esportes

A cada ano que passa, o esporte amador do Rio Grande do Norte, vem conquistando resultados cada vez mais expressivos para o Estado. Já foi assim com o judô, jiu-jitsu, natação, atletismo, boxe olímpico e agora é a vez da luta olímpica ou greco-romana. Mesmo sem a ajuda do poder público ou dos empresários locais, no último final de semana, uma delegação de nove atletas, foram até a cidade de Vitória, no Espírito Santo, disputar uma etapa do brasileiro da modalidade, na categoria cadete, que são jovens até os 16 anos. Na bagagem, nove medalhas conquistadas, sendo duas de ouro.

O curioso da história é que o técnico, Elton Nunes e o presidente da Federação Potiguar de Luta Olímpica, Carlos Alexandre, não puderam viajar com os atletas já que eles não tinham patrocínios para as passagens e tiveram que escolher entre cortar atletas para poderem ir, ou deixar os lutadores irem sozinhos para representar o Rio Grande do Norte. A segunda opção se mostrou a decisão mais acertada, já que quase todos os atletas conquistaram medalhas, com destaques para Rafael Nascimento e Michael Douglas, ambos de 15 anos, que subiram no lugar mais alto do pódio, em suas categorias.

Adriano Abreu
Os atletas treinam em um ginásio que fica dentro do CaicOs atletas treinam em um ginásio que fica dentro do Caic

Mas, as coincidências não param por aí, entre os dois lutadores. Ambos são alunos da escola estadual Dulce Wanderley, no bairro da Redinha e tiveram apoio da diretora do colégio, que através de doações, conseguiu arrecadar verba para comprar as passagens para os alunos poderem representar o Rio Grande do Norte na disputa nacional. Entretanto, mais uma adversidade surgiu no caminho dos garotos. Eles perderam o horário do embarque e precisaram comprar outras passagens, com destino ao Espírito Santo. Foi quando Carlos Alexandre resolveu o problema.

“Não podia deixar os garotos aqui em Natal. Eles tem potencial e, eu mesmo, comprei as passagens, dividindo em várias vezes, para não frustrar os atletas. Mas, tudo valeu a pena e fomos recompensados com os resultados maravilhosos que eles conquistaram na etapa do brasileiro”, relembra Alexandre.

O resultado foi melhor do que o esperado, já que a delegação potiguar conquistou nove medalhas: duas de ouro, três de pratas e quatro de bronze. Até os campeões brasileiros se surpreenderam com o resultado, já que o pensamento inicial era de apenas fazer um bom campeonato e tentar conquistar uma medalha. “ O meu pensamento era ficar entre os primeiros. Fiz quatro lutas e fiquei em primeiro lugar, o que me deixou muito feliz. Agora é continuar treinando para realizar o sonho de defender a seleção brasileira de luta olímpica”, revela Rafael Nascimento.

E esse sonho está mais próximo do que ele imagina. Depois de se destacar na etapa do brasileiro, ele e seu companheiro, Michael Douglas, estão sendo observados pela Confederação Brasileira de Luta Olímpica, para integrarem a equipe do Brasil que vai disputar o Pan-americano da modalidade, em Medellín, na Colômbia, ainda esse ano. Uma emoção, não só para os jovens atletas como também para os seus técnicos.

“O pessoal de Manaus, que é uma das potências do Brasil, já quiseram levar os garotos para treinaram lá com eles e agora tem o pessoal da Confederação. Isso mostra o trabalho sério que estamos fazendo aqui, mesmo com os poucos recursos que temos”, desabafa Carlos Alexandre.

Os treinos da seleção potiguar de Luta Olímpica acontecem em um ginásio improvisado do Caic de Lagoa Nova. O tablado foi cedido para os treinos, que sempre reúnem por volta de 10 atletas, comandados por técnico Élton Nunes e auxiliado por outros abnegados no esporte.

“Aqui sempre tem gente ajudando de graça. O pessoal gasta gasolina para vir para cá, dá aula sem cobrar nada, os familiares ajudam e isso faz com que possamos desenvolver um bom trabalho, mesmo sabendo que poderíamos receber uma ajuda melhor do Poder Público. O que me chateia é que depois que os resultados acontecem, as medalhas são conquistadas, aparecem várias pessoas, secretários, querendo tirar foto com os atletas”, critica Nunes.

Modalidade quer mais espaço no cenário local

Além das medalhas conquistadas durante esse ano, a Luta Olímpica do Rio Grande do Norte já está mostrando sua força na Europa. O atleta Vagner Menezes, está na Rússia, participando da XXVII, na cidade de Kazan. Sua participação no maior campeonato universitário do mundo, está programada para acontecer na próxima terça-feira, penúltimo dia de competições em terreno russo. “Isso mostra o comprometimento dos que estão tentando desenvolver o esporte aqui no Estado. Foi uma luta, literalmente, conseguir mandar o Vagner para a Rússia, disputar uma competição dessa importância. Estamos confiantes de que ele pode trazer bons resultados de volta à Natal”, prevê  o presidente da Federação Potiguar.

A Universíade, também conhecida por  Universíadas, é um evento multi desportivo internacional, organizado para atletas universitários pela Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU). O nome é uma combinação das palavras Universidade e Olimpíada aludindo aos Jogos Olímpicos. 

Mas, passada a euforia das conquistas nacionais e do reconhecimento internacional, a Federação já tem planos para seus atletas. Ainda esse ano eles vão disputar a Copa Brasil Internacional, que vai acontecer no mês de novembro, no Rio de Janeiro e, antes disso, tem os Jogos Escolares da Juventude, que vai ser realizado em Natal e os Jogos Escolares do Rio Grande do Norte, competições que vão servir de preparação para as disputadas nacionais.

“Todas as nossas atenções, agora, estão nessas três competições, principalmente nos Jogos Escolares da Juventude. Vai ser uma competição muito boa, para dar mais visibilidade ao esporte aqui no Rio Grande do Norte e estamos confiantes de que  nossas atletas vão conseguir bons resultados. Vamos treinar muito para sermos reconhecidos. Esses garotos merecem mais apoio”, finalizou Alexandre.

Campeões começaram tarde na Lutas

Mas, quem vê os jovens Rafael Nascimento e Michael Douglas com as medalhas de campões brasileiros, logo pensam que são atletas com vários anos de treinamento, que estão começando a colher os frutos de tanta dedicação. A história deles não é tão simples assim. Ambos são moradores da Redinha, bairro da zona norte de Natal, antes mais conhecido por ser uma praia de veraneio, nas férias escolares de fim de ano e hoje, reconhecido, infelizmente, pela violência e pelo aumento no número de casos envolvendo tráfico de drogas. Os garotos poderiam ter ido para o lado errado da vida, mas, decidiram que o esporte poderia trazer mais benefícios para suas vidas e a escolha foi mais que acertada.

Começarem cedo, na capoeira e logo em seguida foram para o judô. Só há três meses começaram a praticar a Luta Olímpica e já conquistaram medalhas no brasileiro da modalidade. “Como eles já praticavam outros esportes, existiu uma facilidade maior para se adaptar na Luta Olímpica. Algumas coisas são comuns entre esses tipos de lutas e isso foi um ponto positivo para os nossos atletas, que, mesmo sem muita experiência na modalidade, conseguiram surpreender e conquistaram grandes resultados”, afirma Élton Nunes, técnico dos garotos.

Mesmo com a conquista, algumas coisas ainda precisam ser melhoradas nos atletas, principalmente no que se diz respeito as regras da luta. Ambos chegaram em duas finais e foram derrotados em uma ocasião. Segundo o treinador, tudo por causa da falta de entendimento das regras. “O Rafael Nascimento foi campeão na Greco-Romana e perdeu no estilo livre. Já o Michael Douglas, foi o inverso. Conquistou o ouro no Livre e perdeu na Romana. Eles se confundiram com as regras e acabaram sendo derrotados. Mas, serviu de lição para uma maior dedicação. No futuro, nas próximas competições, eles vão estar atentos e não vão cometer esses erros novamente”, disse Nunes.


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