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A névoa sobre o assassinato do casal de PMs em São Paulo

A névoa sobre o assassinato do casal de PMs em São Paulo

Casal de policiais assassinados
Logo quando a notícia sobre o assassinato do casal de policiais militares em São Paulo veio a público, a primeira coisa que veio à cabeça de quem tem o mínimo de convivência com as dinâmicas da segurança pública no país, foi a relação com o Primeiro Comando da Capital, organização criminosa de destaque no estado (e em várias outras partes do país, como se sabe). Para os espectadores, era provável que aquele fosse mais um episódio da “guerra particular” que o PCC travava com integrantes das polícias paulistas – principalmente em se tratando de um PM integrante da Rota.
No decorrer do caso, uma versão surpreendente surgira, sustentada pelos investigadores do crime: os policiais militares, mais suas parentes também assassinadas, tinham sido mortas pelo filho do casal, de 13 anos, que posteriormente cometeu suicídio.
A previsão para a conclusão dos laudos periciais está prevista para daqui a 20 dias, momento que tem criado expectativa em quem acompanha o caso, já que dois fatos lançaram uma névoa sobre a assertividade das investigações na versão do crime em família:1. Uma vizinha diz ter visto PM pular muro de casa antes de crime ser notificado2.O comandante da PFem disse que a policial morta denunciou colegas dias atrás.
O ponto é que o Governo de São Paulo “apertou” o comandante da policial, que mudou sua versão após a constatação de que, sem qualquer registro formal da denúncia por parte da policial, ele não poderia ter afirmado tal fato. Ou se omitiu ao não formalizar a denúncia ou falou o que não ocorrera:
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, afirmou que o coronel Wagner Dimas, que disse não acreditar que o estudante Marcelo Pesseghini, 13, tenha matado a família e se matado em seguida, terá que prestar esclarecimentos à corporação.
O jovem é suspeito de ter atirado nos pais, o casal de PMs formado pela cabo Andreia Pesseghini, 36, e o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40, na casa da família na Brasilândia (zona norte). Além deles, foram mortas a avó e a tia-avó do garoto.
Na quarta-feira, o coronel, que comandava o batalhão onde Andreia atuava, disse em entrevista à rádio Bandeirantes que ela havia denunciado colegas de farda por envolvimento em roubos de caixas eletrônicos.
No dia seguinte, ele voltou atrás e disse que “se perdeu” na entrevista. O recuo foi feito em depoimentos à Corregedoria da PM e ao DHPP (departamento de homicídios da Polícia Civil).
“Não temos informação em Corregedoria, no comando geral e no próprio batalhão [onde Andreia atuava] de que a mãe do garoto teria delatado colegas”, disse Grella.
O secretário disse que foi instaurado um procedimento interno para que o coronel preste esclarecimentos.
“Queremos saber por que ele falou isso, se tem fundo de verdade ou não tem. Porque, se ele sabia dessa denúncia e não tomou providência, houve uma irregularidade”, afirmou.
A Folha apurou que as declarações de Dimas irritaram o comando da corporação, já que batiam de frente com a investigação da Polícia Civil.
Para Grella, não há nenhum dado objetivo que enfraqueça a hipótese de homicídio seguido de suicídio.
O ponto é que, em termos políticos-institucionais, para o Governo de São Paulo, a versão da autoria do filho do casal encerra todas as questões relativas a este crime bárbaro em um desvio de conduta individual, ou familiar, já que os pais teriam ensinado o adolescente a dirigir e manusear arma de fogo. Caso esta versão seja refutada, as questões passam a ser outras, muitos mais desgastantes e  dignas de discussão e investigação política.
De qualquer modo, torcemos para que os efeitos desta tragédia cessem o mais breve possível, e que a verdade venha à tona.






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