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Crosta oceânica e relevo oceânico

Parte superficial da crosta terrestre, de natureza basáltica, mais densa que a crosta continental (d=3,0). É menos espessa que a crosta continental, podendo atingir a profundidade média de 6 a 7 quilômetros. crosta oceânica, principalmente nas regiões mais próximas dos continentes, está recoberta por sedimentos que formam uma camada muito pouco espessa.


Plataforma Continental

Por Emerson Santiago

Plataforma continental é uma faixa de terra submersa existente em todo litoral de todo o continente, que, em um suave declive, termina ao dar origem ao talude continental. Geralmente, a plataforma possui uma extensão de 70 a 90 km, e profundidade de 200 metros, até atingir as bacias oceânicas.

Plataforma continental
Junto com o talude continental e os depósitos sedimentares, quando existentes, os três formam o que se denominamargem continental, parte considerada pertencente à crosta continental, porém submersa.
Nos períodos interglaciais (como o que estamos vivendo neste momento), tal área permanece submersa. Caracteriza-se pela existência de golfos e mares pouco profundos, nascendo na costa dos terrenos e indo terminar suavemente, e com pequena inclinação na área chamada talude continental.
Convenção de Genebra de 1958 sobre Plataforma Continental, no seu artigo primeiro dá a seguinte definição:
“A Plataforma Continental circunda os continentes até uma profundidade média de 200 m, considerando sua leve curvatura, representa uma largura de cerca de 90 km em média. Seu limite exterior é caracterizado precisamente por uma mudança brusca em sua curvatura: o fundo se inclina em forma de talude continental, e cuja base encontra-se o fundo do oceano.”
Mais tarde este conceito sofreria uma mudança com a Convenção sobre Direito Marítimo, celebrado em Montego Bay, Jamaica, em 1982:
“A plataforma continental de um Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natural do seu território terrestre, até ao bordo exterior da margem continental, ou até uma distância de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.”
A margem continental compreende toda a prolongação submersa da massa continental do estado dotado de litoral e é dotada de um leito e do subsolo da plataforma, o talude e a emersão continental. Não compreende, porém, o solo oceânico profundo com sua área oceânica, incluindo aí o seu subsolo. Os pontos fixos que compreendem o limite exterior da plataforma continental em leito marítimo  devem estar situados a uma distância que nunca ultrapasse as 350 milhas marítimas contadas a partir das linhas de base, as quais se mede o comprimento do mar territorial de 100 milhas contadas a partir da curva de 2500 metros.
A água que cobre a plataforma continental possui vida marinha em abundância e grande parte da pesca mundial se realiza nesta zona. É nela que se encontra a quarta parte da produção mundial de petróleo e gás procedentes das rochas que se encontram submersas.
Leia também:

Bibliografia:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-261X1999000100007&script=sci_arttext – Revista Brasileira de Geofísica – “Mar Territorial, Zona Econômica Exclusiva ou Mar Continental?”

http://www.knoow.net/ciencterravida/geografia/plataformacontinental.htm – Conceito de Plataforma Continental
http://www.hidrografico.pt/plataforma-continental.php - Plataforma Continental – Instituto Hidrográfico





Relevo Submarino: Plataforma, talude e outras unidades  
Atualizado em 29/09/2011, às 10h43 


Os fundos dos oceanos apresentam uma variedade de formas, assim como o relevo terrestre: são montanhas, áreas planas, depressões que não podemos visualizar, mas que também precisam de classificação e análise.
Durante a Segunda Guerra Mundial, com a necessidade de se desenvolverem equipamentos para vasculhar o fundo dos oceanos em busca de submarinos, houve um avanço no estudo do relevo do fundo dos mares.
Nas décadas de 1950-1960, finalmente, tornou-se possível cartografar (mapear) o fundo dos oceanos e a partir daí classificá-lo. Com o avanço dos sistemas de satélites, infravermelhos e mapeamentos térmicos, a geomorfologia marinha avançou muito.
Desse modo, criaram-se as divisões do relevo submarino, conforme são apresentadas a seguir:

Plataforma continental

É um prolongamento da área continental emersa (o continente) com profundidade de até 200 m apresenta-se na forma de planície submersa que margeia todos os continentes, sua extensão varia de 70 km a 1.000 km.
Na costa atlântica da América essa placa é em geral extensa, no sudeste do Brasilpossui largura média de 160 quilômetros. Já no Oceano Pacífico, onde há intensaatividade tectônica, a placa continental é mais estreita e são ladeadas por fossas submarinas, como, por exemplo, no Peru e no Chile.
É nessa área que encontramos as ilhas chamadas de continentais ou costeiras, essas ilhas normalmente são separadas do continente apenas por canais ou estreitos e caso ocorresse um recuo (abaixamento) no nível das águas oceânicas e essas ilhas tornar-se-iam partes do continente. Além disso, é aí também que se depositam os sedimentos vindos dos continentes através das águas dos rios que deságuam no mar.
A plataforma continental é considerada a área mais importante do relevo submarino, pois é nessa região que a luz do sol atinge praticamente o fundo oceânico, permitindo a ocorrência de fotossíntese e o crescimento do plâncton, este último, indispensável para a alimentação de peixes e animais marinhos. Por isso, ficam aí as maiores regiões pesqueiras e também as bacias petrolíferas.

Talude continental

É outra unidade do relevo submarino, que se forma imediatamente após a plataforma continental. Tem origem sedimentar e inclina-se até o fundo oceânico, atingindo entre 3.000 e 5.000 metros de profundidade. O relevo do talude continental não é regular, ocorrendo freqüentemente cânions e vales submersos.
Nessa área encontramos restos de seres marinhos e argila muito fina. Podemos ainda encontrar nessa região vulcões isolados e dispostos em linha, que dão origem às ilhas oceânicas, por exemplo, as ilhas do Havaí.

Planície abissal ou bacia

São áreas extensas com mais de 5.000 m de profundidade. Estendem-se desde o talude continental até as encostas das cordilheiras oceânicas. Por vezes, essa planície é interrompida por montes submarinos (com alturas entre 200 metros e 1.000 metros) ou mesmo por montanhas submarinas, de origem vulcânica com elevações acima de 1.000 metros, dando origem por vezes a ilhas oceânicas.
Nesta zona do oceano não há luz alguma, as temperaturas são baixas e a vida marinha não é tão abundante, predominam peixes cegos e polvos gigantes.

Cordilheira oceânica

São elevações que ocorrem de forma regular ao longo dos oceanos. Estendem-se por 84 mil quilômetros no total, com uma largura por volta dos mil quilômetros. Nessa área encontramos intensa atividade sísmica (tremores) e vulcânica. A cordilheira oceânica divide a crosta submarina em duas partes, representado uma ruptura ou cicatriz produzida durante a separação dos continentes.
No oceano Atlântico, a cordilheira oceânica é chamada de meso-atlântica, porque ocupa a parte central deste oceano, na Islândia a cordilheira emerge na forma de ilha e a área é constantemente abalada pelos fenômenos já citados. Nos oceanos Pacífico e Índico, as cordilheiras áreas mais laterais (marginais) mais próximas dos continentes.

Fossas oceânicas

São depressões alongadas (compridas) e estreitas, com grande declividade que ocorrem ao longo das áreas de subducção de placas tectônicas, ou seja, são fendas que atingem grandes profundidades entre 7.000 e 11.037 m, onde a placa oceânica mergulha de volta para o manto.
Veja errata.
Luiz Carlos Parejo é professor de geografia.

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