quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Brasil x Argentina: primeiro grande teste para os herdeiros


Muita coisa está diferente na Seleção Brasileira desde que Mano Menezes chegou ao comando.

Por Redação, com dados do site da Fifa

Novo técnico, novos jogadores, novo esquema. Muita coisa está diferente na Seleção Brasileira desde que Mano Menezes chegou ao comando. Mudou a função dos volantes e meias, que avançam com passes rápidos; dos laterais, quase sempre liberados para subir; mudou o posicionamento e a movimentação dos atacantes. O que se manteve, no entanto, foi uma característica valorizada por Dunga e que, com Mano, também tem tudo para dar certo: a de ter uma dupla de zagueiros forte, confiável e que, sobretudo, crie uma cumplicidade ao longo dos anos.

Lúcio e Juan preencheram esta função durante dois ciclos que culminaram com Copas do Mundo. Desde 2002, formaram uma parceria que, se não chegou a render um título mundial, entrou para a história como uma das mais seguras do país até hoje. Com Mano, Thiago Silva e David Luiz aparecem como os herdeiros da dupla e dão inúmeros motivos para os torcedores acreditarem que a Seleção seguirá tendo um desempenho exemplar na defesa.

Nos três jogos – contra Estados Unidos, Irã e Ucrânia –, por exemplo, eles foram decisivos para que Victor não levasse gols. Melhor, cumpriram suas obrigações com autoridade, dando impressão de que a parceria não havia sido iniciada nos treinos em Nova Jersey, mas há anos. E o sucesso, como o próprio Thiago Silva garante ao FIFA.com, parece ter um pouco da receita de Lúcio e Juan. “Nosso primeiro contato foi muito bom. Achei o David uma pessoa dedicada, concentrada no trabalho”, descreve o jogador do Milan. “Praticamente nos entendemos só na conversa e acho que correspondemos. Espero que o entrosamento melhore a cada jogo.”

Seguindo o caminho dos ídolos
Se realmente melhorar, os dois podem chegar até mais rápido do que o previsto ao patamar dos antecessores. "O Juan e o Lúcio são duas referências e, além de serem craques e consagrados, sempre mostraram um grande profissionalismo”, aponta Thiago Silva. “Mas temos uma nova safra que vem aí, e a gente sonha em permanecer por muito tempo no lugar deles, que formaram a melhor zaga do mundo."

Ao lado de David Luiz, Thiago sabe, porém, que terá de carregar por um bom tempo o peso desta transição. Por isso mesmo, a ordem é manter o alto nível demonstrado até agora. “É uma grande responsabilidade, sem dúvida. Mas o Mano nos tem dado tranquilidade e todo o grupo está apoiando”, destaca. “Para seguir os passos deles é preciso ter uma postura positiva em campo. Só assim vamos poder suprir essa ausência.”

Em compensação, tanto o jogador do Milan quanto o do Benfica começam a se acostumar desde já com um papel que Lúcio e Juan tiveram na trajetória com Dunga e que antes era quase reservado a meias habilidosos e atacantes goleadores: o de ídolo da torcida, algo que ficou evidente em enquete realizada pelo FIFA.com que os colocou como destaques desta nova fase da Seleção. Thiago, com seu jeito comedido, prefere não se empolgar. “Só de estar no grupo já é uma satisfação e orgulho. Estou conquistando meu espaço aos poucos, degrau por degrau. Felizmente tudo vem dando certo”, afirma.

Hora do grande teste
Para continuarem no caminho certo e com o prestígio em alta, os dois terão de passar nesta quarta-feira por mais uma prova, a maior delas desde que vestiram a Amarelinha pela primeira vez. Uma coisa foi parar os ataques de EUA, Irã ou Ucrânia, que em raras ocasiões ameaçaram a defesa brasileira. Agora os dois se preparam para encarar a Argentina de Lionel Messi, Ángel di Maria e Gonzalo Higuaín, quinta colocada no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola.

Isto, somado ao fato de ser novato em um dos maiores clássicos do futebol mundial, faz Thiago Silva revelar uma preocupação acima do normal. “Enfrentar a Argentina é especial não só pela qualidade do time deles, mas também pela grande rivalidade que envolve este clássico”, analisa. “Jogamos contra os Estados Unidos na casa deles e foi um bom teste, assim como a Ucrânia na Europa. Mas agora será um grande desafio. A ansiedade é maior e tenho certeza de que do outro lado eles também pensam assim.”

Ao mesmo tempo, a motivação que Thiago Silva e David Luiz buscam pode ser encontrada novamente no caminho trilhado por Lúcio e Juan. Isso porque os dois formaram a defesa nos 3 a 0 sobre a Argentina em setembro de 2006, no segundo jogo da “Era Dunga”. Mesmo mais experientes e vindos de boa participação na Copa do Mundo da FIFA da Alemanha, eles saíram de campo com moral elevado e se mantiveram intocáveis na posição pelos quatro anos que vieram. No quarto desafio de Mano Menezes, um futuro mais tranquilo e que ajudará no desenvolvimento da nova dupla de zaga certamente passará por um resultado parecido.

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