segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Polícia Ambiental apreende canários de briga na zona Norte

A Companhia de Polícia Ambiental da PM (Cipam) encontrou uma rinha de canários funcionando em uma casa na rua Quintino Bocaiúvas, no loteamento Vale Dourado, zona Norte de Natal, no final da manhã deste domingo (5). Mais de 21 canários da terra, pássaros silvestres, foram apreendidos e encaminhado para o Parque das Dunas, onde depois devem ser levados para Ibama. 

José Humberto Azevedo de França, 39 anos, que é o proprietário da residência, e dois amigos dele, João Maria Lopes Cadó e Francisco Nunes Muniz, foram detidos no local e encaminhados para a Delegacia de Plantão da Zona Norte para prestar esclarecimentos. Os três homens foram autuados por crime de maus tratos a animais e responderão o processo em liberdade.

A Cipam foi informada através de denúncias que a rinha estava funcionando no local. Momentos antes dessa ação, que ocorreu por volta das 11h30, 58 aves tinham sido apreendidas em uma feira livre no conjunto Nova Natal, também na zona Norte da cidade. Mas, desta vez, ninguém foi preso. 

Crime na Catita foi ato isolado, dizem comerciantes




À espera da tão prometida revitalização, a Ribeira vai resistindo ao tempo com o seu casario antigo e a teimosia de alguns aficionados da cultura e da boêmia. Quinta e sexta-feiras são os dias de maior agito de um bairro que viveu, à meia noite da última quinta-feira, cenas de um filme de bang-bang americano. Com a morte, a tiros, de dois operários de da construção civil, deixando ainda dois feridos, um operário e uma universitária que saía de um evento quando voltava para o seu carro, na rua Câmara Cascudo, local do duplo homicídio.



Os crimes  ocorreram depois que as vítimas chegaram de um bar em Igapó, onde teriam se envolvido numa discussão e tinham parado para beber numa barraca próximo ao Espaço Cultural do Buraco da Catita, situado na travessa José Alexandre Garcia. O bancário José Marcelo de Souza é um dos freqüentadores do Buraco da Catita e acredita que esse “foi um fato isolado”, que em nada vai “influenciar o público que conhece o bar e a Ribeira”, porque, segundo ele, “a violência está no mundo e no Brasil todo”.

A TRIBUNA DO NORTE deu uma volta no quarteirão “cultural” da Ribeira e não viu um policial sequer fazendo a ronda da área, embora na noite de anteontem, havia uma certa agitação por causa de um evento que estava ocorrendo no Teatro Alberto Maranhão (TAM): “Aqui não falta guarda não, o prédio público não pode ficar abandonado”, dizia o cabo Itar Índio da Silva, da guarda patrimonial do Estado que se reveza com outro militar reformado na tarefa de vigiar o TAM, tenha ou não alguma peça teatral.

O músico e agitador cultural Camilo Lemos disse que já encaminhou ofício para as autoridades públicas, do município e do estado, pedindo apoio à realização dos eventos na Ribeira, como forma de prevenir coisas como a que ocorreram no meio da semana. Segundo ele, as vítimas do atentando “não eram frequentadoras” da Casa, mas se tivesse um ordenamento das barracas que ficam próximas ao Buraco da Catita, certamente o incidente não teria acontecido ali, numa área onde circulavam tantas pessoas, embora no momento dos tiros, o público já tivesse quase todo se retirado.

“A Ribeira está entregue”, avalia Camilo, que informou já feito pedido à prefeitura para ordenar a questão dos barraqueiros e ao comandante da Polícia Militar, coronel Francisco Araújo, uma guarnição para fazer a ronda nos dois dias de abertura do Buraco da Catita.

O artista Galvão Filho teme que se não houver um apoio à revitalização da Ribeira, como hoje é feito no Recife Velho, na capital pernambucana, vai ocorrer a mesma coisa que ocorreu com a rua Chile, quando se tentou fazer dela um corredor cultural, que hoje praticamente inexiste. Para ele, o Buraco da Catita, é um espaço “underground” que faltava a Natal e se nada for feito, vai se acabar como outras que também morreram em Natal. “É preciso haver apoio e organização do poder público, não dá para fazer depois”, apelou o músico.

VIATURA
A presença de viaturas da Polícia Militar, especialmente no turno da noite, no bairro da Ribeira, está quase sempre associada às eventuais demandas que chegam ao Itep ou quando há eventos de grande porte, afirmam os comerciantes e alguns frequentadores do bairro. 

Entre as observações de quem freqüenta a Ribeira, seja à noite ou durante o dia, é que deveria haver um policiamento ostensivo mais intenso. Especialmente com uma base — trailer ou mesmo duplas de policiais a pé ou com apoio de viatura.


Criminalidade na Ribeira é baixa



O bairro boêmio da Ribeira, localizado em área portuária e cercado por repartições pública e financeiras, registra baixos índices de criminalidade, na avaliação do coronel Edmundo Clodoaldo Silva Júnior, do 1º Batalhão de Polícia Militar da Ribeira. Segundo ele, casos de homicídios - como  ocorrido nas proximidades do bar Buraco da Catita, esta semana - são fatos isolados. 

Questionado sobre as solicitações por parte de comerciantes e moradores da área, para que a polícia esteja mais presente, o coronel informa que estas não chegaram ao Batalhão, sendo  atendidas as que são enviadas.  

“A Polícia Militar trabalha em cima de números e não em cima de vontade própria. E a central de informações, que não pode ser fraudada, não registra altos números na Ribeira e Rocas. Ao contrário, a criminalidade é baixa”, frisa o comandante. “Inclusive, ontem (sexta-feira) foram enviadas três guarnições ao Buraco da Catita”, acrescenta.

O bairro é assistido por duas guarnições da polícia militar, além da viatura do oficial de serviço, que faz ronda 24 horas. Na região, pontos-bases são montados nas proximidades da Codern, Receita Federal, Itep, Natal Card, Comércio das Rocas e Mercado do Peixe. O reforço com uso de cavalaria ou motos é dispensável, segundo coronel Silva Júnior, devido as ações realizadas nas áreas por destacamentos da Rocam, BPChoque e Bope. 

“O efetivo é suficiente para darmos cobertura, inclusive devido a logística trabalhada”, garante.  

Todas as operações realizadas pelo 1º BPMR, três vezes por semana, partem do eixo Ribeira-Rocas-Santos Reis, antes de irem aos bairros a serem investigados.

Embora a conhecida movimentação de rotina dos bares, sobretudo no fim de semana, o coronel orienta que para a realização de eventos maiores, há a necessidade de comunicação ao batalhão, para garantir o reforço policial. 

Sobre o autor do duplo homicídio na madrugada do dia 2, no Buraco da Catita,  as investigações continuam por parte da Polícia Civil. Ainda não há informações sobre identidade e paradeiro do assassino.


Jovem é morto a tiros em Felipe Camarão




Emanuel AmaralIsmacell do Nascimento Rodrigues, vítima de homicídio em Felipe Camarão
Ismacell do Nascimento Rodrigues, vítima de homicídio em Felipe Camarão

















O jovem Ismacell do Nascimento Rodrigues, de 21 anos de idade, foi alvejado com cinco tiros de arma de fogo, por volta das 2h deste domingo (5), no bairro de Felipe Camarão, próximo à curva da morte.

De acordo com informações do Intituto Técnico e Científico de Polícia (Itep), Ismacell estava saindo de uma festa, possivelmente um pagode, quando ocorreu o homicídio. O corpo do jovem foi encontrado na rua 30 de setembro, em frente ao posto Felipe Camarão, quilômetro 6.

Familiares que estavam no Itep, no início da manhã deste domingo, não quiseram conceder entrevista, por terem ficado bastante abalados.


Família de Nova Cruz procura jovem desaparecida há 50 dias


Maria da Esperança desapareceu no dia 18 de julho, quando saiu do município de Nova Cruz e não foi mais vista.

Por Thyago Macedo

Reprodução / Thyago Macedo
Maria da Esperança foi vista pela última vez no dia 18 de julho.
Os familiares da jovem Maria da Esperança da Silva Oliveira, de 23 anos, está há procura dela. A moça desapareceu no dia 18 de julho, quando saiu do município de Nova Cruz e não foi mais vista. Passados 50 dias sem notícias, a família passou a andar pelos hospitais e delegacias em busca de informações.

Na manhã desta segunda-feira (6), a irmã de Maria da Esperança, Ilma de Oliveira, esteve no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). “Vim aqui porque já fui a vários hospitais e ninguém sabe da minha irmã. Minha mãe, coitada, está desesperada”, relata.

Maria da Esperança mora em Nova Cruz, juntamente com o restante da família. De acordo com Ilma, a jovem sofre de problemas mentais, mas, resistia em se internar em alguma unidade psiquiátrica.

“Ela tinha saído de casas outras vezes e sempre voltava em poucos dias. Agora, já são quase dois meses e estamos muito preocupados porque nunca fez isso”, desabafa a irmã. Ilma Oliveira conta ao portal Nominuto.com que Maria da Esperança saiu de casa levando os documentos.

“Achamos que ela fugiu, porque levou uma mochila com roupas e documentos. Porém, como faz muito tempo sem notícia estamos temerosos de ter acontecido alguma coisa mais grave, até porque ela sofre desse problema mental”, ressalta.

De acordo com Ilma Oliveira, qualquer informação pode sobre o paradeiro da jovem Maria da Esperança pode ser repassada pelo telefone 9140-0271 ou para o Batalhão da Polícia Militar em Nova Cruz, através do telefone 3281-5916.
 

Briga de gangues faz mais uma vítima em Mãe Luiza



Edson Soares, de apenas 20 anos, foi assassinado neste domingo, durante uma briga supostamente por pontos de venda de drogas.
Por Thyago Macedo
A rivalidade entre grupos e gangues no bairro de Mãe Luiza fez mais uma vítima. No fim da tarde deste domingo (5), Edson Sabino da Silva, de apenas 20 anos, foi assassinado durante uma briga supostamente por pontos de venda de drogas.

De acordo com policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar, as gangues que entraram em confronto são moradores das ruas Saquarema e São Paulo. A rivalidade entre setores de Mãe Luiza é antiga e vem fazendo vítimas ao longo dos anos.

No dia 26 do mês passado, uma briga de traficantes deixou morto o jovem André Soares do Nascimento. Ele entrou em confronto armado com outro homem não identificado, foi baleado no rosto e acabou morrendo no Hospital Walfredo Gurgel.

Este tiroteio se deu em virtude da disputa por pontos de venda de droga. De acordo com informações da polícia, André estava tentando tomar o comando de bocas de fumo deixadas pelo conhecido traficante “Léo Cobra”, morto em Parnamirim.

No crime deste domingo, a polícia investiga a possibilidade de vingança pela morte de André. Após ser baleado por um homem também não identificado, Edson Soares ainda chegou a ser socorrido por um irmão, mas, acabou não resistindo e morreu no Hospital Walfredo Gurgel.

PM prende líder da quadrilha que roubou banco em Goianinha


Silvano Sales foi detido quando tentava sair de Pipa, onde estava escondido. A polícia encontrou dinheiro e carro usado no crime.
Por Thyago Macedo
A Polícia Militar prendeu neste domingo (5) o suposto líder da quadrilha interestadual que roubou o Banco do Brasil em Goianinha. Silvano Sales dos Santos, mais conhecido como “Velo”, foi detido quando tentava sair de Pipa. Ele estava escondido em uma pousada desde o dia do crime, na última quinta-feira (2).

De acordo com o comandante do pelotão da PM em Pipa, tenente Sandrine, a polícia encontrou R$ 4.400 em poder de Silvano e ele indicou um local onde havia abandonado um Siena. O veículo foi utilizado pela quadrilha no dia do roubo.

Parte do bando também havia sido presa na Paraíba, na sexta-feira (3). Em uma ação da Polícia Civil daquele estado, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal, cinco pessoas foram detidas na cidade de Mata Redonda.

Os presos são: José Renato do Nascimento Silva, Rafael da Silva Santos, Dário Ferreira, Manassés Teixeira de Lima e Milton Carlos Cândido da Silva.

No entanto, de acordo com a polícia, faltava o líder do bando. Silvano Sales estava escondido em uma pousada na praia de Pipa com uma mulher. “Nós recebemos uma informação do suspeito e fizemos uma abordagem. Foi ai que vimos que ele estava com CPF em nome de outra pessoa”, explica o tenente Sandrine.

Segundo o oficial, logo depois foi feita uma consulta junto a Polícia Federal, o que resultou na identificação correta do acusado. Silvano Sales foi conduzido a Superintendência da PF, em Natal, onde prestou depoimento e ficou detido.

Além do roubo ao Banco do Brasil, em Goianinha, ele é acusado de vários crimes semelhantes no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Silvano também era foragido do presídio Anibal Bruno, em Pernambuco.