quinta-feira, 16 de maio de 2013

Manifestantes e PM relatam versões diferentes sobre confrontos em Natal


Balas de borracha e gás lacrimogênio foram utilizados durante protesto.

Movimento protesta contra aumento da passagem de ônibus na capital.

Felipe GibsonDo G1 RN
 

Protesto do movimento Revolta do Busão (Foto: Felipe Gibson/G1)Movimento  #RevoltadoBusão foi da passarela da BR até o shopping Midway Mall (Foto: Felipe Gibson/G1)
Foram cerca de quatro horas em que se intercalaram momentos de tranquilidade e de tensão nesta quarta-feira (15) em Natal, que virou novamente cenário da guerra durante os protestos contra o aumento da passagem de ônibus. No meio do tumulto, policiais militares e integrantes do movimento #RevoltadoBusão. Foram balas de borracha disparadas, bombas de gás lacrimogênio atiradas, sprey de pimenta borrifado, pedras atiradas, além de pessoas feridas e presas. O acontecimento tem duas versões diferentes, do movimento e da polícia.
O movimento intitulado #RevoltadoBusão iniciou o protesto contra o aumento da passagem de ônibus por volta das 17h na passarela da BR-101, na altura do bairro de Candelária, zona Sul, e partiu em direção ao shopping Midway Mall, no bairro Tirol, zona Leste. Até lá a tranquilidade imperou. Quando voltava para o ponto de saída, na intersecção entre a avenida Salgado Filho e a BR-101, manifestantes e policiais militares se confrontaram. Os relatos mostram um cenário de guerra por volta das 19h15.

A cena se repetiu mais a frente, entre as 20h e 21h, quando o grupo chegou à passarela da BR-101, mesmo local de onde saiu o movimento. Novos disparos de bala de borracha foram efetuados pelo Pelotão de Choque da Polícia Militar. Com escudos, os policiais avançaram pela BR-101, como mostram os vídeos feitos pelo G1 na rodovia federal e por um cinegrafista amador no primeiro confronto (veja o vídeo abaixo).

De um lado, os integrantes do movimento acusam a PM de iniciar o tumulto. "Ficou claro que naquele momento o objetivo da operação era nos espancar", relata o estudante de História João Carlos de Melo Silva, 19 anos, atingido por uma bala de borracha na panturrilha. Já Glícia Alves, 20 anos, estudante de Psicologia. "De repente o pessoal recuou, eu abaixei e quando levantei meus olhos ardiam. Um amigo me deu a mão e saí desnorteada. Foi tudo muito rápido", conta. Os estudantes disseram que os próprios integrantes socorreram os feridos.

Do outro lado, os policiais informaram que a confusão começou após pedradas vindas de onde estavam os manifestantes. "Uma equipe da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) estava atendendo a um cidadão que havia sido atingido por uma pedra. Nesse momento, os policiais também foram atingidos por pedradas. Como já havia uma ordem judicial para a PM usar a força em caso de violência, agimos dentro da legalidade", explicou o subcomandante de Policiamento Metropolitano, tenente-coronel Alarico Azevedo.

Protesto do movimento Revolta do Busão (Foto: Felipe Gibson/G1)
Estudande de História foi atingido por disparo de
bala de borracha na perna (Foto: Felipe Gibson/G1)
De acordo com o coronel Túlio César, que comandou a operação da PM, a informação dos policiais mais próximos do tumulto foi de que alguns manifestantes atiraram fogos de artifício na direção da polícia. "Acreditamos que isso foi feito por vândalos infiltrados no movimento. Os próprios estudantes nos informaram que viram um homem armado entre os manifestantes, mas não fazia parte do movimento", informou o coronel Túlio César.
Clima pacífico no começo
Entre as 17h e 19h30, o protesto ocorreu em clima de tranquilidade. Após um pequeno tumulto inicial, no qual duas pessoas foram detidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), os manifestantes seguiram pela BR-101 sem problemas. A PRF acompanhou o movimento até o início da avenida Senador Salgado Filho, onde a jurisdição passou para a Polícia Militar. A PM manteve uma equipe monitorando os manifestantes de perto, outra atrás cerca de 30 metros e uma última, da Rocam, guiando os veículos.

Protesto do movimento Revolta do Busão (Foto: Felipe Gibson/G1)
Manifestantes se concentraram na frente
do shopping Midway Mall (Foto: Felipe Gibson/G1)
"A intenção é sempre o protesto pacífico. O objetivo é mostrar que R$ 2,40 não condiz com a realidade do transporte público da cidade. Estaremos na luta e não iremos parar mesmo com o medo que querem nos impor", explicou a coordenadora geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Daniele Guedes. Além das vias nas quais ocorreu o protesto, o trânsito também ficou engarrafado em avenidas transversais e no entorno. Os manifestantes seguiram até o Midway Mall gritando cantos como "Uh é roletaço" e "Mãos ao alto, esse aumento é um assalto".

Já no shopping, o grupo se concentrou e continou com os gritos. Durante esse tempo, a reportagem do G1 ouviu três bombas serem lançadas no chão por um grupo separado da concentração do movimento, na altura do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN). A PM recolheu alguns objetos por precaução, incluindo uma pedra que teria sido atirada em um veículo. "São bastões, uma chave de fenda, uma corda e a pedra. Estamos aqui apenas mantendo a ordem", detalhava o tenente Bruno Oliveira, antes dos confrontos.


Senado aprova bolsa mensal de R$ 2.000,00 para garotas de programa


Uma proposta polêmica, de autoria da senadora Maria Rita, do Partido dos Trabalhadores, foi aprovada na tarde de hoje por maioria de votos. Trata-se do pagamento de uma bolsa mensal no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para garotas de programa em todo país.
O objetivo da bolsa é dar a essas mulheres a possibilidade de terem uma vida mais digna, pois o dinheiro deve ser prioritariamente utilizado com prevenção de doenças”, explicou a senadora.
Segundo ela, o projeto tem interesse público, pois também tem o objetivo de “disponibilizar pra clientela um serviço de melhor qualidade, já que as meninas poderão se cuidar melhor, pagar tratamentos estéticos, frequentar academias etc.”
O projeto de lei vai ser submetido à sanção da presidente Dilma e deve entrar em vigor até o início da copa de 2014.
Fonte:http://www.alertanoticias.com.br/noticia/senado-aprova-pagamento-de-bolsa-mensal-de-r-2-000-00-para-garotas-de-programa,geral,8858.html

Morre no IJF policial atingido por tiro na cabeça


Soldado do Ronda do Quarteirão atirou contra a própria cabeça, após discussão com oficiais 
O soldado Helias Silva Lima Junior, 28, faleceu por volta das 9h15min desta quarta-feira (15), no Instituto Doutor José Frota (IJF). O policial militar, que era do Ronda do Quarteirão do bairro Lagamar, foi vítima de um tiro disparado na cabeça na noite desta terça-feira, 14. Ele estava cumprindo prisão disciplinar de cinco dias, após uma discussão com oficiais da corporação. 

De acordo com relato de testemunhas, o soldado estava em horário de trabalho e foi flagrado sem a boina (acessório de uso obrigatório no fardamento dos militares). 

O fato gerou intensa discussão após o soldado justificar ao oficial que o motivo de não estar utilizando a boina naquele momento era devido a um tratamento capilar. 

Testemunhas dizem que o soldado se sentiu constrangido e humilhado pelos oficiais perante a tropa.

Segundo o irmão do militar, ele não teria suportado a situação e acabou atentando contra a própria vida. 


Acompanhe a matéria completa no programa Cidade 190 à partir dás 11h50 na TV Cidade Fortaleza.