sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bruno se emociona em audiência sobre caso Eliza na Grande BH



O goleiro chorou baixinho no início do segundo depoimento desta sexta.
A juíza Marixa Rodrigues deve ouvir sete pessoas até o fim do dia.

Alex Araújo
Do G1 MG

O goleiro Bruno se emocionou na retomada da audiência sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, às 14h50 desta sexta-feira (15). Bruno chorou, contidamente, na sala da audiência onde estão oito dos nove réus. Somente Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, não está presente. Ele foi dispensado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais das audiências depois de um pedido do advogado dele, de que Sales estaria sendo assediado por outros defensores.
A segunda testemunha desta sexta-feira (15) foi uma amiga da mãe de Wemerson Marques, o Coxinha. A senhora disse que conhece o rapaz desde a infância e que não sabe se ele tem envolvimento de droga. A mulher, que depôs por cinco minutos, diz que Coxinha é uma boa pessoa que estava recebendo seguro-desemprego quando foi preso por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio.
Em seguida, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, em Contagem, chamou a terceira testemunha a depor. Ela trabalha como diarista no motel onde Bruno e Fernanda, segundo inquérito da Polícia Civil, teriam passado uma noite com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; o adolescente envolvido no desaparecimento; e o filho de Eliza.
O primeiro a falar foi o porteiro do condomínio do síto do goleiro Bruno, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele falou sobre o controle de entrada das pessoas ao condomínio fechado.
Estão no fórum o goleiro Bruno Fernandes; Dayanne Souza; Fernanda Gomes de Castro; Luiz Henrique Romão, o Macarrão; Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Elenilson Vítor da Silva. Sérgio Rosa Sales, primo do jogador, havia sido dispensado da audiência desta quinta-feira (14) e não compareceu nesta sexta-feira (15). O advogado Marco Antônio Siqueira alegou nos últimos dias que o cliente está sendo assediado por outros advogados e pressionado a trocar de representante.
Oito réus assistem a depoimentos nesta sexta-feira (15), no Fórum de Contagem. Bruno é o primeiro do lado esquerdo.
Oito réus assistem a depoimentos nesta sexta-feira
(15), no Fórum de Contagem. Bruno é o primeiro do
lado esquerdo. (Foto: Pedro Triginelli/G1 MG)
Nesta quinta-feira (14), foram ouvidos uma funcionária do jogador e um policial civil que participou das primeiras diligências no sítio de Bruno, em Esmeraldas, após a primeira denúncia de que um crime teria sido cometido no local. Outro investigador da Polícia Civil, que também esteve no imóvel, deve ser chamado para depor, segundo a juíza.

A pedido da defesa, os delegados Edson Moreira, Ana Maria dos Santos e Alessandra Wilke seriam ouvidos em audiência, mas a juíza determinou que eles não sejam testemunhas e nem informantes no processo que investiga o desaparecimento de morte de Eliza. Marixa acatou o pedido do Ministério Público Estadual (MPE), feito pelo promotor de Justiça Gustavo Fantini. Os investigadores estiveram presentes no fórum nesta quinta-feira (14) e apenas responderam a algumas perguntas da magistrada sobre uma acusação dos advogados dos réus de que os delegados teriam torturado Dayanne Souza, durante o testemunho dela em julho, no Departamento de Investigações em Belo Horizonte.

Pedido de desculpas
Ao fim do depoimento da funcionária do sítio de Bruno, o advogado Ércio Quaresma pediu a palavra à juíza e se desculpou ao advogado de Sérgio Rosa Sales, Marco Antonio Siqueira, por qualquer desentendimento que eles tenham tido em outras audiências. Após o pedido de desculpas, Siqueira disse que aceita o pedido de desculpas de Quaresma e que considera “o caso como encerrado”.
Nesta quarta-feira (13), o advogado Marco Antônio Siqueira havia anunciado que iria renunciar à defesa do cliente no processo que investiga o desaparecimento de Eliza Samudio. O advogado alegava que foi ameaçado por Ércio Quaresma, que representa o goleiro Bruno. Segundo Siqueira, o motivo dessas ameaças seria porque ele não faz parte do ‘bloco de advogados’ que está defendendo os réus.
Siqueira afirma que decidiu deixar o caso na sexta-feira (8) e conta que, durante uma discussão, Quaresma teria dito que “ele podia esperar, pois o que era dele estava guardado”. Ele disse ainda, que os familiares de seu cliente dizem estar sendo ameaçados para que Sérgio troque de advogado. “Todos vocês viram o Ércio Quaresma me ameaçar. Se algo acontecer vocês já sabem quem foi”.
Audiências anteriores
Nesta quarta-feira (13), um caseiro do sítio do goleiro, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi o primeiro a responder às questões da juíza. Na sequência, a mulher dele começou a prestar depoimento que foi interrompido.
O Tribunal de Justiça disse, anteriormente, que a juíza iria ouvir quatro delegados da investigação sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, mas, no início da tarde de ontem, Marixa informou que os quatro delegados devem ser ouvidos nesta quinta (14), também no Fórum de Contagem.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, essas audiências estão sendo realizadas para que a juíza Marixa, de Contagem, tome conhecimento de todos os fatos do processo apresentado pelo Ministério Público e decida se os réus serão pronunciados ou não. De acordo com o TJMG, a magistrada pode decidir julgamentos diferentes para os acusados. Dessa forma, se houver uma decisão por um julgamento no Tribunal do Júri, pode ser que nem todos sejam julgados por este tribunal. E os crimes pelos quais os réus são acusados podem sofrer alterações no julgamento. O Tribunal de Justiça explicou que esta fase do processo não tem prazo definido.
Na entrada do fórum de Contagem, o advogado de Bruno, Ércio Quaresma, disse "eu não ameaço, eu faço", em referência à denúncia do Fantástico sobre possíveis ameaças que o defensor estaria fazendo ao goleiro Bruno e a amigos e familiares. A dentista Ingrid Oliveira, noiva do goleiro, disse que defensor orientou Bruno a tentar suicídio na cadeia. “Ele falou que teria sido orientado pelo advogado a cortar os pulsos pra ver se ele conseguiria algum tipo de regalia”, contou.
O delegado Júlio Wilke, que participou das investigações, foi ouvido por mais de 13 horas na sexta-feira (8). Na mesma sessão, o adolescente envolvido no desaparecimento de Eliza Samudio também respondeu às perguntas da juíza Marixa. Em seu depoimento, o menor afirmou que o homem indicado como Bola pelo inquérito, e que está preso, não é o Bola que ele conhece. O adolescente ainda pediu desculpas por apontar o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos como o responsável pela morte de Eliza. O delegado Wilke disse, em seguida, que o menor indicou com detalhes a casa do ex-policial, em Vespasiano, e que o adolescente sabia até como eram os cômodos da casa.
Em Vespasiano, na quinta (7), nove testemunhas de defesa, que conhecem o ex-policial prestaram depoimento à juíza Ana Paula Lobo Pereira de Freitas. Todas foram unânimes ao dizerem que nunca viram o ex-policial Santos ser chamado de Bola.
Em Ribeirão das Neves, na quarta (6), cinco testemunhas foram ouvidas. Na sessão, Bruno passou mal e precisou ser levado à Policlínica da cidade, e depois, para o Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, após desmaiar duas vezes.

Entenda o caso
O goleiro Bruno é réu no processo que investiga a morte de Eliza Samudio. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. Fernanda Gomes de Castro, namorada de Bruno, foi presa em Minas Gerais.
O goleiro; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responderá por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.
A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento. Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.



Pais se agridem em shopping no RJ após os filhos brigarem na escola

A mãe diz que o filho é vítima constante de ‘bullying’ na escola e na rua, pelo filho do agressor. A mãe resolveu tirar satisfação com a criança. Foi quando o ‘bullying’ entre os filhos virou pancadaria entre os pais.


A palavra ‘bullying’ é usada para descrever atos de violência física e moral entre crianças. Mas e quando o pai de uma criança agride a mãe de outra que palavra usar? Veja que história absurda aconteceu na cidade de Petrópolis, que fica na Região Serrana do Rio de Janeiro.
A agressão aconteceu em uma galeria e foi registrada pelas câmeras de segurança. A mulher conversava com uma amiga ao lado do filho de 9 anos. O pai de um colega da escola se aproxima, também acompanhado do filho. E, mesmo na frente das crianças, começa a discussão. A mulher é atingida no rosto, é empurrada, cai no chão e ainda recebe um chute. O homem é afastado, e agora é ela quem vai atrás dele, joga a sandália e é novamente agredida.

A briga foi provocada por um desentendimento entre as crianças. A mãe diz que o seu menino é vítima constante de ‘bullying’ na escola e na rua. As situações de constrangimento seriam provocadas pelo filho do agressor. A mãe resolveu tirar satisfação com a criança. Foi quando o ‘bullying’ entre os filhos virou pancadaria entre os pais.

“Eu falei: ‘se você não sabe, isso é crime. No colégio, quem paga é o colégio. Fora da escola, quem vai pagar, por isso, são seus pais’. Falei isso apenas. Dez minutos depois esse rapaz, que eu jamais tinha visto na minha vida, desceu e fez o que vocês viram”, relata a mulher.

Uma semana após a briga, ela ainda sente dores no pescoço, na cabeça e nas costas. Movimenta o braço com dificuldade. E mostra a radiografia de uma fratura na costela. "Eu vou defender ele para vida, enquanto eu durar”, desabafa.
 


O professor está sempre errado



Quando...
é jovem, não tem experiência
é velho, está superado;
não tem automóvel, é um coitado;
tem automóvel, chora de barriga cheia;
fala em voz alta, vive gritando;
fala em tom normal, ninguém escuta.
brinca com a turma, é metido a engraçado;
não brinca com a turma, é um chato.
chama a atenção, é um grosso;
não chama a atenção, não sabe se impor.
a prova é longa, não dá tempo;
a prova é curta, tira as chances dos alunos.
não falta ao colégio, é um "caxias";
precisa faltar, é um "turista";
conversa com os professores,está "malhando" os alunos;
não conversa, é desligado;
dá muita matéria, não tem dó dos alunos,
dá pouca matéria, não prepara os alunos.
escreve muito, não explica;
explica muito, o caderno não tem nada,
fala corretamente, ninguém entende;
fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário;
exige, é rude;
elogia, é um debochado;
o aluno é reprovado, é perseguição;
o aluno é aprovado, "deu mole";
é, o professor está sempre errado, mas....
se você conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele!!! (Anônimo)

Medo vence a alegria do esporte




Vicente Estevam - repórter

Saúde, Educação e Lazer: valores que estão intrinsecamente ligados ao esporte, aos poucos perderam terreno para o medo. Isso é o que se pôde comprovar na abertura da 40ª edição dos Jogos Escolares do RN (JERNs) realizada ontem de manhã no ginásio Machadinho para um público irrisório de atletas e estudantes. Preocupadas com os frequentes tumultos registrados nas edições anteriores, as instituições de ensino preferiram manter os estudantes dentro da sala de aula a liberá-los para prestigiar aquela que já foi a maior festa escolar do estado.

Adriano AbreuPoucos representantes das escolas participantes e a arquibancada ficou vazia
Poucos representantes das escolas participantes e a arquibancada ficou vazia
Numericamente falando, a disputa dos JERNs ainda é um evento grandioso, só este ano o governo estadual empregou cerca de R$ 1 milhão, contando as doze fases eliminatórias e a fase final. Ele movimenta um total de 30 mil alunos e 4.000 escolas. Só para participar da última fase Natal estará acomodando 3.500 atletas na luta por medalhas dentro das 28 modalidades, no entanto os frequentes registros de confrontos entre delinquentes juvenis de duas facções de torcidas rivais no futebol, vêm provocando o esvaziamento continuo da festa de abertura.

Assistindo ao evento sem conseguir esconder a tristeza por ver o desinteresse atual pelos jogos que ajudou a reconstruir, o professor Jamilson Martins fala com saudade do início da década, recordando que em 2000, a abertura dos Jerns gerava tanta expectativa que a organização decidiu realizar o desfile dos atletas no estádio Machadão completamente lotado por torcida de todas as instituições participantes.

Dessa vez, das entidades de ensino privado, apenas o Colégio das Neves enviou uma delegação com 40 atletas para acompanhar o evento inicial. Ao contrário daquilo que ocorria num passado recente, as escolas públicas foram as que arrancaram gritos de seus alunos nas arquibancadas, quando o nome delas eram pronunciados pelo locutor oficial da cerimônia e seus representantes entravam em quadra portando a bandeira da instituição. A cena se repetiu com a escola Lourdes Guilherme, Varela Barca, Floriano Cavalcanti, Padre Monte, Stella Wanderley, Augusto Severo e Régulo Tinoco.

Para a coordenadora de Desportos da Secretaria de Educação, Ana Dalva, a violência entre gangues infelizmente atirou a festa de abertura dos jogos à inexpressividade atual, pois pais e professores hoje já pensam duas vezes na hora de liberar filhos e alunos para comparecer a um evento como este. “Nós tentamos acabar com a violência através de vários artifícios, fizemos cerimônias fechada, ano passado, no auditório da antiga Cefet e, ainda assim, tivemos notícias de confrontos entre gangues no shopping em frente. Reforçamos o policiamento nos locais de abertura, porém as brigas agora costumam ocorrer em locais mais afastados. Está muito difícil de controlar essa situação, que passa por uma questão de educação mesmo”, disse, reconhecendo que este é o principal motivo para as escolas particulares não liberarem mais os seus alunos para as festas de abertura.

Quanto à lotação que ocorria no passado, ela frisou que isso também se devia muito pelo fato das escolas serem quase que obrigadas a levar toda sua delegação para o ginásio, uma vez que os boletins de competições eram distribuídos na hora e poderiam ocorrer jogos logo após a festa inicial. Ana Dalva já está convencida de que a abertura dos Jerns terá de ser revista para os próximos anos. “Tem que ser feito alguma coisa. Minha expectativa era de ver um público bem maior no ginásio. Chegamos a avaliar a ideia de realizar a festa no ginásio Nélio Dias (Zona Norte), mas resolvemos realizar no Machadinho pelo fato de podermos dar um abraço simbólico nesta praça que será demolida em poucos meses”, afirmou a coordenadora de Desportos.

Recordista entristece com a fase decadente 

Dos 40 anos de Jerns, o professor de Handebol do Colégio das Neves Creminaldo Souza juntando o tempo de atleta com o de treinador disputou nada menos que 33 edições dos jogos. Ele não escondia a decepção por ver a festa que já foi um marco do esporte estudantil entrar numa fase tão decadente.

“Comecei a participar dos Jerns aos 18 anos como atleta, hoje vivo outra fase, a de educador. Tem 27 anos que atuo como treinador e realmente torço muito para que a competição e sua abertura recupere o glamour de antes. É triste ver uma cerimônia que já foi tão representativa esvaziada, mas isso ocorre devido a violência dessas gangues travestidas de torcedores de futebol. Já esperava que isso fosse mesmo ocorrer algum dia”, reclamou.

Os grupos responsáveis por espalhar o terror nos eventos de esporte amador, na opinião de Creminaldo, estão fazendo com que essa modalidade perca a sua principal característica: trabalhar a socialização da juventude. “Se os nossos governos não se sensibilizarem com essas atitudes extremas, os Jerns vão acabar. Nossos políticos devem investir mais em saúde, segurança e educação para colocar um ponto final nisso. Sou otimista e prefiro pensar que com a vinda da Copa do Mundo para Natal e as Olimpíadas para o Rio de Janeiro as coisas devem melhorar muito nos próximos anos. Espero!”, destacou.

A vice-diretora do colégio Anísio Teixeira, Genúbia Alves, não escondeu o receio de levar uma delegação composta por 50 alunos para participar da festa. “Tem grupinhos que vem ao ginásio na intenção só de brigar. Tenho muito cuidado com os meus alunos e receio de que ocorra alguma confusão. Eles são todos menores de idade e temos de prestar muita atenção. Também acho que a entrada do pessoal deveria ser melhor controlada, para evitar o acesso de pessoas estranhas ao espetáculo”, salientou. (V.E.)

PM conduz 31 jovens à delegacia

Policiais militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e do 5º Batalhão da PM frustraram no final da manhã de ontem, poucos instantes depois da cerimônia de abertura dos Jerns 2010, o que seria um confronto entre torcidas organizadas no bairro de Potilândia, próximo à entrada do Campus Universitário da UFRN. Contida a confusão, os 31 jovens envolvidos foram encaminhados para a Delegacia Especializada em Atendimento ao Menor Infrator (DEA). 

O confronto entre os jovens na entrada do Campus Universitário, inclusive, já havia sido marcado anteriormente, através da internet. Integrantes de torcidas organizadas rivais – a Garra, antiga Gang Alvinegra, do ABC, e a Dragão, conhecida antes como Máfia Vermelha, do América – já haviam trocado ameaças pelo site de relacionamento Orkut. “Recebemos essa informação e fomos atrás dos jovens. Quando chegamos ao bairro de Potilândia, a confusão estava formada. Eles atiravam pedras uns nos outros”, contou um dos policiais militares do 5º BPM – nome preservado.

Detidos, os 31 jovens – 24 deles, menores de 18 anos – foram encaminhados para a DEA, onde negaram ter se envolvido em algum tipo de confusão na saída do ginásio Machadinho, onde acompanharam a abertura dos Jerns. “Estávamos indo para casa”, justificou um deles. “Eles vão ser fichados e vão responder a processo por ato infracional correspondente a ‘rixa’. Não vamos liberar nenhum deles. Queremos, também, entrar em contato com os responsáveis para falar sobre esse problema que levou a apreensão”, afirmou o delegado titular de Delegacia Especializada, Júlio Costa. 

Os sete maiores de 18 anos presos na confusão foram: Talison Fernando Costa Silva, 18, Pedro Roberto de Brito Filho, 19, Wendel Renes Teixeira da Silva, 19, Maxwell de Oliveira Teixeira, 18, Almir Cândido do Nascimento, 18, Rafael Max Silva Batista, 19, e Kleiber Lopes Gomes, 19. “Eles devem ser encaminhados para a delegacia do bairro onde também responderão a processos”, afirmou Costa. Com o grupo, não foram encontradas drogas, nem armas. “Eles estavam jogando pedras uns nos outros”, apontou um dos policiais que efetuou a apreensão. 

Apesar da confusão ocorrida próximo à entrada do Campus Universitário, o comandante da Companhia Independente de Prevenção ao Uso das Drogas (Cipred), major Arthur Emílio, avaliou como positiva a ação policial para garantir a segurança dos alunos na abertura dos Jerns 2010. “Colocamos 50 policiais dentro do ginásio e 50 do lado de fora. Isso foi suficiente. Só a presença da PM já intimida os jovens, tanto que não encontramos ninguém com drogas ilícitas, nem com cigarro ou bebidas alcoólicas”, afirmou o major. (Ciro Marques)

Sentença favorece homem que evitou assalto a carro




A juíza trabalhista Maria Rita Manzarra de Moura Garcia proferiu sentença favorável, em parte, ao trabalhador que no ano passado ajudou a polícia a evitar um dos maiores assaltos a carro forte no Rio Grande do Norte. Na sentença expedida no final da tarde de ontem, a magistrada concedeu ao auxiliar de operações Wellington Lima de Farias uma indenização de R$ 200 mil. O trabalhador, apesar de ter recebido garantias da empresa onde trabalhava foi demitido dois dias após a polícia ter evitado o assalto ao carro forte da empresa Nordeste dentro do estacionamento do supermercado Hiper Bompreço, da avenida Alexandrino de Alencar, em Morro Branco. Informações da polícia dão conta que a quadrilha roubaria em torno de R$ 400 mil. 

aldair dantasMaria Rita Manzarra de Moura Garcia explica que reclamada expôs o funcionário a graves riscos
Maria Rita Manzarra de Moura Garcia explica que reclamada expôs o funcionário a graves riscos
Com o trânsito em julgado da decisão, a empresa Sena Terceirização de Serviços Limitada – onde Wellington era funcionário - tem 15 dias para pagar o montante sob pena de multa, entretanto, se a Sena não efetuar o pagamento o Bompreço Supermercados do Nordeste Limitada (empresa subsidiária) tem um prazo de 15 dias para realizar o pagamento.    

Ainda de acordo com a sentença, a juíza Maria Rita enfatizou que: No caso em tela, além da reclamada expor o reclamante a graves riscos, permitindo que o mesmo participasse ativamente da quadrilha a fim de evitar a realização do assalto que lhe acarretaria expressivo abalo financeiro, deixou-o absolutamente desamparado quando mais precisava, desligando-o da empresa logo após o fato e esquivando-se do dever de zelar por sua integridade física, patentemente ameaçada após a atividade de risco a que se submeteu.

Na sentença se enfatizou também que a abordagem dos assaltantes ao reclamante ocorreu durante o horário de serviço:  sendo certo que não teria sofrido tal atentado se não fosse ele empregado da reclamada.

A magistrada frisou que o  mais importante a ser observado foi a conduta honesta do reclamante em informar o ocorrido aos seus superiores: mesmo tendo recebido promessa de recompensa financeira dos bandidos, caso se limitasse a auxiliar em silêncio -, ao invés de ser premiada pelo empregador, foi severamente punida por este, com um desligamento dito imotivado, logo após a tentativa frustrada de assalto.

Com base no processo de número 943/2010, Maria Rita Manzarra de Moura Garcia detalhou a ofensa moral que ocasionou violação ao íntimo da vítima (Weelington): e o prejuízo absorvido pela própria alma humana, como dor, angústia, tristeza, sofrimento e constrangimento, efeitos do dano moral juridicamente passíveis de reparação. O sofrimento intransferível do reclamante, o desespero, o temor por sua vida e de seus familiares e a constante sensação de insegurança e perseguição que experimenta desde o dia do assalto.

Wellington acionou a justiça do trabalho por meio do advogado Josué Jordão Mendes Júnior. O advogado pediu uma indenização  para o cliente de R$ 700 mil.   

Houve pedido para integrar programa

De acordo com o advogado Josué Jordão de Brito, o auxiliar de operações Wellington Lima de Farias havia solicitado a entrada no Programa de Proteção à Testemunha desde o ano passado e nada foi feito para que o trabalhador recebesse proteção. O advogado mostrou um documento em que é assinado pelo Procurador da República Marcelo Alves Dias de Souza. O ofício de número 002/2009 foi encaminhado no dia 26 de agosto do ano passado ao coordenador do Caop Criminal Fernando Batista de Vasconcelos para as medidas que entender pertinentes. A reportagem da TN entrou em contato com a assessoria de imprensa da Procuradoria da República no Estado. Foi dito pela assessoria que  não se trata de um crime federal o que ocorreu no estacionamento do Hiper Bompreço e por este motivo o documento foi encaminhado ao órgão competente.

O advogado de Wellington também mostrou outro documento no qual foi assinado pelo promotor Vitor Emanuel de Medeiros Azevedo. O representante do MP no dia 25 de janeiro de 2010, por meio, do ofício de número 008/2010 encaminhou ao coordenador do Caop Criminal, Fernando Batista de Vasconcelos,  o auxiliar de operações: sirvo-me do presente para encaminhar a pessoa de Wellington Lima de Farias para providências urgentes no tocante ao seu pedido de inclusão em programa de proteção à testemunha.     

A TN procurou o promotor Fernando Batista, porém, segundo funcionários do órgão ele está de férias.  

O presidente do conselho deliberativo do Programa de Proteção à Testemunhas do RN (Provita/RN), Marcos Dionísio Medeiros Caldas, afirmou ontem que não recebeu qualquer pedido de inclusão do auxiliar de operações da empresa Sena no Programa de Proteção à Testemunha (PPT).  

Memória

Três assaltantes mortos

Sexta-feira dia 07 de agosto de 2009, cinco homens fortemente armados em um veículo Celta roubado aguardam dentro do estacionamento do Hiper Bompreço da avenida Alexandrino de Alencar a chegada de um carro forte. A polícia já esperava por eles. Ruas  fechadas e policiais posicionados em locais estratégicos.  Três assaltantes morrem em confronto com os policiais e dois são presos. Há suspeita que outros dois teriam fugido em outro carro. Três meses antes desta ação. Wellington que tinha a função no Hiper Bompreço de marcar o horário de chegada e saída do carro forte foi abordado  por três homens armados que lhe obrigaram a colaborar com a quadrilha (composta de 16 pessoas) e informar os horários do carro forte, além do melhor dia para roubá-lo. Foi oferecido ao trabalhador duas opções: Ou ele ajudava o bando e como recompensa receberia o valor equivalente à um carro ou seria morto. Sem alternativa, Wellington contou ao gerente do Hiper que acionou o chefe de operações da Sena. Ambos avisaram a polícia que entrou no “circuito”. As empresas garantiram ao funcionário que ele seria transferido para outro Estado e não perderia o emprego. Um curso de segurança também teria sido oferecido ao trabalhador. Certo de que deveria agir corretamente, o empregado então foi instruído pelo Serviço de Inteligência da Secretária de Segurança Pública como deveria proceder. Segundo Wellington, os policiais monitoravam o rapaz que chegou (com o consentimento dos policiais) a participar até de reuniões com os bandidos. A colaboração de Wellington com a polícia evitou que o assalto acontece-se. Dois dias depois o jovem perdeu o emprego.

Americano acusado de estuprar duas crianças será transferido para o Ceará



Warren Sater foi preso ontem em Parnamirim. Ele era foragido da justiça por ter estuprado duas crianças, de 4 e 5 anos.

Por Thyago Macedo

O norte-americano Warren Sater, de 45 anos, será transferido ainda hoje (15) para Fortaleza, onde responde a processo por estupro de vulneráveis. Ele foi preso pela polícia do Rio Grande do Norte, no Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim, nesta quinta-feira (14). De acordo com o delegado Maurílio Pinto de Medeiros, a Polícia Civil do Ceará está providenciando a transferência.

Warren Sater é natural de Nova Iorque, nos Estados Unidos, e morava no Brasil há algum tempo. Ele é professor e era casado com uma brasileira. A mulher tem dois filhos, um de 4 e outro de 5 anos. De acordo com o processo, as duas crianças relataram terem sido violentadas pelo americano.

Uma delas contou em detalhes como foi abusada. De acordo com o menino, o acusado chegou beijar sua boca e fazer sexo anal. A outra criança contou que chegou a fazer sexo oral por várias vezes no americano.

Warren Sater, que no Brasil usava o nome de Carlos Batista Filho, e também era conhecido como “Uorisato”, foi denunciado pela avó das crianças. Ela teria testemunhado um dos abusos e comunicou o fato a polícia.

Com o mandado de prisão, o norte-americano precisava se esconder em Natal, mas foi detido pela Polícia Militar, ao desembarcar no Aeroporto Augusto Severo. Depois disso, Warren foi levado à Delegacia de Capturas e encaminhado ao Presídio Estadual de Parnamirim.

Na manhã desta sexta-feira (15), o delegado de capturas, Maurílio Pinto, entrou em contato com a Polícia Civil do Ceará. “Eles me garantiram que estão providenciando para que o americano seja transferido ainda hoje”, conta.