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M.U.N.I.Ç.Ã.O.

Pesquisa feita pelo cabo Janildo

Resumo

Munição é o projétil a ser disparado de uma arma de fogo
Cartucho é o conjunto do projétil e os componentes necessários para lançá-lo, no disparo.
O cartucho para arma de defesa contém um tubo oco, geralmente de metal, com um propelente (Propelente ou propulsante é um material que pode ser usado para mover um objeto aplicando uma força.
Pode ou não envolver uma reação química. O material pode ser constituído de gáslíquido ou plasma e antes de uma reação química, um sólido. Exemplos de propelente são a gasolinaquerosene de aviação e o combustível de foguetes espaciais) no seu interior; em sua parte aberta fica preso o projétil e na sua base encontra-se o elemento de iniciação. Este tubo, chamado estojo, além de unir mecanicamente as outras partes do cartucho, tem formato externo apropriado para que a arma possa realizar suas diversas operações, como carregamento e disparo.
O projétil é uma massa, em geral de liga de chumbo, que é arremessada à frente quando da detonação da espoleta e consequente queima do propelente. É a única parte do cartucho que passa pelo cano da arma e atinge o alvo.
Para arremessar o projétil é necessária uma grande quantidade de energia, que é obtida pelo propelente, durante sua queima. O propelente utilizado nos cartuchos é a pólvora, que, ao queimar, produz um grande volume de gases, gerando um aumento de pressão no interior do estojo, suficiente para expelir o projétil.

Como a pólvora é relativamente estável, isto é, sua queima só ocorre quando sujeita a certa quantidade de calor; o cartucho dispõe de um elemento iniciador, que é sensível ao atrito e gera energia suficiente para dar início à queima do propelente. O elemento iniciador geralmente está contido dentro da espoleta.


MUNIÇÃO 



é  o conjunto de cartuchos que serão utilizados em uma arma de fogo.
O cartucho é dividido em 4 (quatro) partes:
§ Projétil
§ Estojo
§ Propelente
§ Espoleta
PROJÉTIL
É a parte do cartucho que será lançada através do cano.
O projétil pode ser dividido em três partes:
§  Ponta: parte superior do projétil, fica quase sempre exposta, fora do estojo;
§  Base: parte inferior do projétil, fica presa no estojo e está sujeita à ação dos gases resultantes da queima da pólvora.
§  Corpo: cilíndrico, geralmente contém canaletas destinadas a receber graxa ou para aumentar a fixação do projétil ao estojo.
Tipos de projéteis
  • Expansiva (Dum-Dum) - O projétil tem uma ponta oca e riscos na parte de fora. Quando ele encontra um objeto aquoso ou gelatinoso como um órgão animal, abre como se fosse uma flor, fazendo uma verdadeira cratera dentro do alvo. O dano é tão grande que seu uso é proibido em guerras.Um projétil hollow point ou ponta oca possui uma cavidade na ponta que proporciona sua expansão quando atinge obstáculos de consistência típica de tecidos animais, aumentando seu diâmetro e, consequentemente, a transmissão de energia, os danos do impacto e, se for o caso, o sangramento da vítima. Seu uso é bastante difundido em caçadas e no meio policial. Pela Convenção de Genebra, seu uso militar é totalmente proibido. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hollow_point)
  • Encamisada - O projétil tem um revestimento de cobre, náilon ou outro material que deslize pelo cano da arma melhor que o chumbo. Resultado: o tiro sai com mais velocidade, o que melhora a precisão e o alcance do disparo.
  • Traçante - Tem uma pequena quantidade de fósforo na base ou na ponta do projétil que se incendeia a quando da combustão da pólvora ou devido ao atrito com o ar deixando um rastro luminoso visível a olho nu na escuridão.
  • Explosiva - Após o disparo, a carga líquida contida no interior do projétil (normalmente mercúrio ou glicerina) sofre uma aceleração violenta, e se comprime para trás; quando a bala atinge o alvo, a substância se expande para frente. Nesta expansão, o líquido empurra a ponta da bala, que se projeta para frente. Com isso, a bala se fragmenta tal qual uma granada, podendo causar ferimentos gravíssimos em um raio de até 20 centímetros a partir do ponto de impacto.
Munição Explosiva é um conceito criado em meados do século XX para que fosse possível matar um inimigo com um único tiro, independentemente do calibre da arma utilizada. Ao contrário do que pode parecer, os projéteis explosivos têm um funcionamento bem simples: Primeiro, faz-se um orifício de um milímetro de diâmetro e cinco de profundidade (padrão) na ponta do projétil. Em seguida, põe-se uma gotícula de mercúrio ou glicerina no furo. Então, fecha-se o projétil com um pouco de chumbo derretido.
Após o disparo, a carga líquida sofre uma aceleração violenta, e se comprime para trás; quando o projétil atinge o alvo, a substância se expande para frente. Nesta expansão, o líquido empurra a ponta do projétil, que se projeta para frente. Com isso, o projétil se fragmenta tal qual uma granada, podendo causar ferimentos gravíssimos em um raio de até 20 centímetros a partir do ponto de impacto.
Foi muito usada por policiais de aeroportos, já que não possuía efeito ricochete (s.m. Salto ou reflexo de um corpo ou de um projétil qualquer depois do choque ou de tocar no chão: o ricochete de um tiro de revólver.
Fig. Ação reflexa, que responde a outra ação; resposta.
loc. adv. De ricochete, de retrocesso, depois de fazer ricochete: o tiro atingiu-o de ricochete.

Fig. Indiretamente: ofensa a amigo meu me atinge de ricochete.).
Hoje, esse tipo de munição é ilegal, sendo que foi proibida pela convenção de Genebra. Apesar disso, ainda é usada em larga escala hoje. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Muni%C3%A7%C3%A3o_explosiva)
Tipos de pontas:
§  Ogival: uso geral, muito comum, tem boa penetração e pouca expansão;
§  Canto-vivo: uso exclusivo para tiro ao alvo; tem carga reduzida e perfura o papel de forma mais nítida;
§  Semi canto-vivo: uso geral;

§  Ogival ponta plana: uso geral; muito usado no tiro prático (IPSC) por provocar menor número de “engasgos” com a pistola;
§  Cone truncado: mesmo uso acima.
§  Semi-ogival: também muito usado em tiro prático;
§  Ponta oca: capaz de aumentar de diâmetro ao atingir um alvo humano (expansivo), produzindo assim maior destruição de tecidos.
ESTOJO, CÁPSULA OU INVÓCRULO:
O Estojo é o componente de união mecânica do cartucho, apesar de não ser essencial ao disparo, já que algumas armas de fogo mais antigas dispensavam seu uso, trata-se de um componente indispensável às armas modernas. O estojo possibilita que todos os componentes necessários ao disparo fiquem unidos em uma peça, facilitando o manejo da arma e diminui o tempo de intervalo em cada disparo.
Atualmente, a maioria dos estojos são construídos em metais não-ferrosos, principalmente o latão (liga de  cobre e zinco), mas também são encontrados invólucro construídos com diversos tipos de materiais como Plástico (munição de treinamento e de espingardas), papelão (espingardas) e outros.
A forma do estojo é muito importante, pois as armas modernas são construídas de forma a aproveitar as suas características físicas.
Tipos de estojos:
  • Quanto à forma do corpo:
    • Cilíndrico: o invólucro mantém seu diâmetro por toda sua extensão;
    • Cônico: o invólucro tem diâmetro menor na boca, é pouco comum;
    • Garrafa: o invólucro tem um estrangulamento (gargalo).
Cabe ressaltar que, na prática, não existe estojo totalmente cilíndrico, sempre haverá uma pequena conicidade para facilitar o processo de extração. Os estojos tipo garrafa foram criados com o fim de conter grande quantidade de pólvora, sem ser excessivamente longo ou ter um diâmetro grande. Esta forma é comumente encontrada em cartuchos de fuzis, que geram grande quantidade de energia e, muitas vezes, têm projéteis de pequeno calibre.
  • Quanto aos tipos de base:
    • Com aro: com ressalto na base (aro ou gola);
    • Com semi-aro: com ressalto de pequenas proporções e uma ranhura(virola);
    • Sem aro: tem apenas a virola;
    • Rebatido: A base tem diâmetro menor que o corpo do invólucro.
A base do estojo é importante para o processo de carregamento e extração, sua forma determina o ponto de apoio do cartucho na câmara ou tambor (headspace), além de possibilitar a ação do extrator sobre o invólucro.
  • Quanto ao tipo de iniciação:
    • Fogo Circular (anelar): A mistura detonante é colocada no interior do invólucro, dentro do aro, e detona quando este é amassado pelo percursor;
    • Fogo Central: A mistura detonante está disposta em uma espoleta, fixada no centro da base do invólucro.
Cabe lembrar que alguns tipos de estojos, nos diversos itens da classificação, não foram citados por serem pouco comuns.
Propelente:
Propelente ou carga de projeção é a fonte de energia química capaz de arremessar o projétil a frente, imprimindo-lhe grande velocidade. A energia é produzida pelos gases resultantes da queima do propelente, que possuem volume muito maior que o sólido original. O rápido aumento de volume de matéria no interior do estojo gera grande pressão para impulsionar o projétil.
A queima do propelente no interior do estojo, apesar de mais lenta que a velocidade dos explosivos, gera pressão suficiente para causar danos na arma, isso não ocorre porque o projétil se destaca e avança pelo cano, consumindo grande parte da energia produzida.
Atualmente, o propelente usado nos cartuchos de armas de defesa é a pólvora química ou pólvora sem fumo. Desenvolvida no final do século passado, substituiu com grande eficiência a pólvora negra, que hoje é usada apenas em velhas armas de caça e réplicas para tiro desportivo. A pólvora química produz pouco fumo e muito menos resíduos que a pólvora negra, além de ser capaz de gerar muito mais pressão, com pequenas quantidades.
  • Dois tipos de pólvoras sem fumo são utilizadas atualmente em armas de defesa:
    • Pólvora de base simples: fabricada a base de nitrocelulose, gera menos calor durante a queima, aumentando a durabilidade da arma;
    • Pólvora de base dupla: fabricada com nitrocelulose e nitroglicerina, tem maior conteúdo energético.
O uso de ambos tipos de pólvora é muito difundido e a munição de um mesmo calibre pode ser fabricada com um ou outro tipo.
Espoleta:
A espoleta é um recipiente que contém a mistura detonante e uma bigorna, utilizado em cartuchos de fogo central.
A mistura detonante, é um composto que queima com facilidade, bastando o atrito gerado pelo amassamento da espoleta contra a bigorna, provocada pelo percursor. A queima dessa mistura gera calor, que passa para o propolente, através de pequenos furos no estojo, chamados eventos.
  • Os tipos mais comuns de espoletas são:
    • Boxer: muito usada atualmente, tem a bigorna presa à espoleta e se utiliza de apenas um evento central, facilitando o desespoletamento do invólucro, na recarga;
    • Berdan: utilizada principalmente em armas de uso militar, a bigorna é um pequeno ressalto no centro da base do invólucro estando a sua volta dois ou mais eventos;
    • Bateria: utilizada em cartuchos de caça, tem a bateria incorporada na espoleta de forma a ser impossível cair, facilitando o processo de recarga do invólucro.
Outros tipos de espoletas foram fabricados no passado, mas hoje são raros de serem encontrados.
OBSERVAÇÕES:
Temos munições que desenvolvem pressões acima do normal em seus disparos, que são:
+P (maior pressão)
+P+ (maior pressão ainda)
E devem ser utilizadas em armas apropriada para elas, afim de resistir ao tiro.
As munições Silver Point, foram desenvolvidas para uso profissional, por ter um desempenho balístico superior.
As munições de Chumbo possuem baixo custo e causam menor desgaste do cano da arma, sendo destinadas a maioria à treinamento.
As munições Gold, têm um desempenho Premiun, possuem ponta Oca (EXPO) e camisa Tombak (liga de Cobre e Zinco), garantindo uma perfeita expansão e total penetração, sem transfixação do Alvo. Tornando-se a melhor escolha para Defesa pessoal.
Algumas dicas:
** Não utilize óleo lubrificante em excesso, e jamais lubrifique o Tambor do Revolver ou o Carregador da Pistola, quando estes já tiverem municiado.
** Mantenha a munição sempre protegida da variação de temperatura e umidade. E guardada em local seguro (estojos próprios), longe do alcance de crianças e pessoas não habilitadas.
** Utilize as munições em até 6 (seis) meses após a data da compra. (orientação do fabricante).
Texto por:
CRIS DREFER
Fontes: CBC, Exército Brasileiro

http://arestrita.wordpress.com/tag/tipos-de-municoes/

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