segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pelé revela mágoa e ataca: Maradona aceitou seleção para ter um emprego

Rei do Futebol responde a provocação do técnico e lembra que, quando argentino precisou de ajuda no passado, sempre o ajudou

Por Marcelo Prado São Paulo
Pelé no cinema lançamento de curtaPelé em evento promocional em São Paulo
(Foto: Marcelo Prado / GLOBOESPORTE.COM)
Nesta segunda-feira, em São Paulo, durante o lançamento de um vídeo promocional no qual é a estrela, Pelé rebateu as críticas feitas por Maradona na última sexta, na África do Sul. O técnico da Argentina disse que o Rei do Futebol não acreditava que o país teria condições de receber a atual Copa do Mundo. Na ocasião, o argentino referiu-se a Pelé na seguinte frase: "Quando aconteceu o problema com Togo, um senhor moreno disse por aí que não haveria Copa do Mundo na África do Sul. Hoje estou aqui e posso dizer que amo a África". O Atleta do Século revidou.
- Eu não sei o motivo de ele falar tanto de mim, deve me amar. Não entendo realmente algumas coisas. Quando ele fez o primeiro programa dele na Argentina e precisava de ajuda, fui até Buenos Aires, bati bola com ele e ajudei. Depois tentei dar uma força com comerciais, mas ele chegava atrasado ou não aparecia. De qualquer maneira agradeço a lembrança. O problema é que a imprensa dá muita atenção ao que ele fala - retrucou o brasileiro.
Questionado sobre a possibilidade de um dia ser técnico, Pelé disse que não tem essa vontade e voltou a provocar Maradona, alegando que o craque só aceitou o trabalho por necessidade.
- Não seria honesto aceitar ser técnico, já que nunca quis, e também não quero sofrer o que o Dunga sofre. O Maradona aceitou a seleção argentina porque precisava de emprego e de dinheiro. Vi que a Argentina se classificou com dificuldade nas eliminatórias. Mas a culpa não é do Maradona, e sim de quem o colocou no cargo - provocou Pelé, referindo-se a Julio Grondona, presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA).
Pelé foi o protagonista de um vídeo promocional lançado por uma empresa de telefonia. No filme, ele faz um gol do meio do campo em uma partida entre Brasil e Argentina, no Morumbi, criada especialmente para a propaganda.

http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2010/06/pele-rebate-maradona-e-diz-que-quando-precisou-argentino-pediu-sua-ajuda.html

Brasil venceu as últimas sete estreias na Copa do Mundo: confira os vídeos


De 1982 a 2006, seleção começou o Mundial com vitória, mas sem folga

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

http://globoesporte.globo.com/futebol/selecao-brasileira/noticia/2010/06/brasil-venceu-ultimas-sete-estreias-na-copa-do-mundo-confira-os-videos.html 
kaka brasil croáciaEm 2006, Kaká deu a vitória ao Brasil na estreia,
mas a seleção ficou devendo (Foto: Getty Images)
Frio na barriga, peso nos ombros, expectativa gigante. Estreia do Brasil em Copa do Mundo tem tudo isso e um pouco mais. O país para à espera do pontapé inicial da seleção brasileira no Mundial. E a resposta dos jogadores costuma ser muito positiva. Nas 18 edições realizadas, o Brasil estreou com vitória 14 vezes, empatou duas e foi derrotado em duas. A última delas há 76 anos, na Copa da Itália, em 1934: derrota por 3 a 1 para a Espanha. A última vez que a seleção estreou em uma Copa sem vencer foi há 32 anos, quando empatou com a Suécia por 1 a 1, na Argentina, em 78. De lá para cá, sempre se deu bem, mas nem sempre com folga. Só conseguiu mais de um gol de vantagem em 94, quando bateu a Rússia por 2 a 0.

Nesta terça-feira, quando pisarem no gramado do Ellis Park, em Joanesburgo, além da pressão natural de começar bem o Mundial na África do Sul, os jogadores comandados pelo técnico Dunga terão a responsabilidade de manter um retrospecto positivo em estreias. Nas últimas sete Copas, o Brasil começou vencendo, sempre contra adversários europeus (assista aos vídeos abaixo). Desta vez, o rival será a Coreia do Norte, às 15h30m de Brasília (20h30m no horário sul-africano).
 

Brasil 1 x 0 Croácia - 2006A vitória apertada sobre os croatas deixou claro que não seria uma Copa fácil para a seleção brasileira. Na Alemanha, Carlos Alberto Parreira escalou o quadrado mágico com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano. Não funcionou. Um belo gol de Kaká, no fim do primeiro tempo, assegurou o resultado positivo.

Escalação do Brasil:
Dida, Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Ronaldo (Robinho).
 

Brasil 2 x 1 Turquia - 2002No primeiro jogo da campanha do penta, no Mundial disputado no Japão e na Coreia do Sul, a seleção levou um susto. Hasan Sas abriu o placar para os turcos no fim do primeiro tempo  mas Ronaldo e Rivaldo, de pênalti (mal marcado pela arbitragem), viraram.

Escalação do Brasil:
Marcos, Lúcio, Roque Júnior e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho (Vampeta), Ronaldinho Gaúcho (Denílson) e Roberto Carlos; Rivaldo e Ronaldo (Luizão).

 
Brasil 2 x 1 Escócia - 1998
Campeão em 1994, coube ao Brasil de Zagallo a honra de fazer o primeiro jogo da Copa da França. Novamente um europeu como rival na estreia. A Escócia não foi presa fácil. César Sampaio abriu o placar, aos quatro minutos. Collins empatou, de pênalti, aos 38. No segundo tempo, Boyd fez contra. Sorte brasileira.

Escalação do Brasil: Taffarel, Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Giovanni (Leonardo) e Rivaldo; Bebeto (Denílson) e Ronaldo.
 

Brasil 2 x 0 Rússia - 1994Vinte e quatro anos de jejum. Além do peso tradicional, a estreia do Brasil na Copa do Estados Unidos trazia consigo a incômoda espera por um novo título. A campanha do tetra do time de Parreira começou com uma vitória tranquila, mas sem brilho. Romário e Raí (de pênalti), fizeram os gols. 
Escalação do Brasil: Taffarel, Jorginho, Ricardo Rocha (Aldair), Márcio Santos e Leonardo; Dunga (Mazinho), Mauro Silva, Zinho e Raí; Bebeto e Romário.
 
Brasil 2 x 1 Suécia - 1990Taffarel teve trabalho no primeiro jogo da seleção na Copa da Itália. Contra os suecos, o Brasil enfrentou dificuldades para conter o nervosismo. Careca fez os gols do time de Lazaroni, enquanto Brolin diminuiu.
Escalação do Brasil: Taffarel, Mozer, Mauro Galvão e Ricardo Gomes; Jorginho, Dunga, Alemão, Valdo (Silas) e Branco; Müller e Careca.



 

Brasil 1 x 0 Espanha - 1986No México, o Brasil não mostrou o futebol bonito de quatro anos antes, também sob o comando de Telê Santana, mas foi bem eficiente. Na estreia, vitória por 1 a 0 sobre a Espanha. Sócrates foi o autor do gol em lance contestado. Os espanhóis alegaram impedimento, mas o árbitro australiano Christopher Bambridge validou. A Fúria foi prejudicada pelo juiz ao não ter um gol legal validado. Um chute de Michel bateu no travessão e caiu dentro da meta.

Escalação do Brasil: 
Carlos, Édson, Edinho, Júlio César e Branco; Elzo, Alemão, Júnior (Falcão) e Sócrates; Careca e Casagrande (Müller).
 

Brasil 2 x 1 União Soviética - 1982Foi o único jogo difícil para a seleção na primeira fase. A estreia brasileira no Mundial da Espanha ficou aquém do esperado. A defesa falhou várias vezes. O soviético Bal, aos 33 do primeiro tempo, chutou sem maiores pretensões e Valdir Peres não segurou. A virada foi conquistada com dois golaços na etapa final: Sócrates e Éder.    
Escalação do Brasil: Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luisinho e Júnior; Falcão, Dirceu (Paulo Isidoro), Sócrates e Zico; Serginho e Éder.
 

AS ÚLTIMAS VITÓRIAS DA SELEÇÃO EM ESTREIAS EM COPAS DO MUNDO
ANO JOGO GOLS
2006 Brasil 1x0 Croácia Kaká
2002 Brasil 2x1 Turquia Ronaldo e Rivaldo
1998 Brasil 2x1 Escócia César Sampaia e Boyd (contra)
1994 Brasil 2x0 Rússia Romário e Raí
1990 Brasil 2x1 Suécia Careca (2)
1986 Brasil 1x0 Espanha Sócrates
1982 Brasil 2x1 União Soviética Sócrates e Éder   

Judiciário gasta muito para punir os crimes de bagatela

Roberta Trindade  repórter

Errado confundir o crime de bagatela com o de menor potencial ofensivo. No primeiro caso, a ofensa ao bem jurídico foi ínfima, enquanto que no segundo, mesmo que o valor roubado seja pequeno provocou prejuízo no patrimônio da vítima.

Tanto faz para o nosso Código Penal, datado de 1940, se o réu furtou uma cebola ou uma dúzia delas. Cabe aos operadores do direito avaliar se é justo ou não utilizar a máquina estatal para aplicar a sanção que, muitas vezes, será bem maior que a própria ofensividade.
Júnior SantosHoje 
evangélico, o eletricista Gilvan Pereira confessa que roubou uma 
bicicleta para manter o vício em crack. Ficou 7 meses na cadeiaHoje evangélico, o eletricista Gilvan Pereira confessa que roubou uma bicicleta para manter o vício em crack. Ficou 7 meses na cadeia
















De acordo com o juiz titular do 1º Juizado Especial Criminal Central, Agenor Fernandes da Rocha Filho, a justiça começa na Delegacia.

Se o delegado instaura um inquérito policial que pode ser um crime de bagatela, encaminha para o Ministério Público, o representante do MP deve avaliar se manda o caso para o juiz por meio de denúncia ou se pede arquivamento do processo. “O problema é que durante esse tempo o réu está preso”.

Em regra, Agenor não tem aceitado casos de crimes de bagatela.   

Agenor afirma que a legislação é estática mas que o direito é dinâmico. “A lei perde a força diante do costume do povo”.

Exemplo do que o magistrado diz é o adultério, que há alguns anos deixou de ser crime tipificado na lei brasileira. “Quando começaram a trair, trair, trair, a lei perdeu a força”, diz o magistrado.

O juiz ainda recorda de alguns argumentos feito por advogados de réus presos com drogas que entram com pedidos de crime de bagatela. Mesmo que a quantidade do entorpecente seja pouca, o magistrado entende que  o réu deve ser punido. “O bem jurídico a ser protegido é a Segurança Pública”.       

Mas isso não acontece com o crime de menor potencial ofensivo que precisa ser apurado, mesmo que a subtração seja de algo de pequeno valor.

Entender como irrelevante, pode trazer à sociedade um grande risco - aquele de que furtar é permitido. O magistrado lembra que o desacato a autoridade policial na rua ou ofender uma pessoa no trânsito também são considerados crimes de menor potencial e que o Estado precisa intervir.  

Para defensor público, lei deveria ser maleável

Quem é que nunca ouviu a frase: “Decisão da Justiça não se questiona, se cumpre”.

Sendo assim, o que se pode ver no processo 20090051 05-9 é o uso exacerbado da máquina estatal.

Consta no processo que o réu Gilvan Pereira da Silva, eletricista de 29 anos, no dia 12 de outubro de 2008, por volta das 11 horas, na feira do bairro de Nova Natal subtraiu uma bicicleta que pertencia à Demário Paulino Gomes.

Gilvan foi preso, o inquérito policial aberto, remetido para o Ministério Público que ofereceu a denúncia   à justiça.

A bicicleta foi recuperada e entregue à vítima. E o processo continuou e ainda segue pelos corredores do Tribunal de Justiça do RN (TJ).

De acordo com o defensor público Manoel Sabino, que defende o acusado, em uma das audiências o representante do Ministério Público perguntou à vítima qual era o estado da bicicleta quando tinha sido roubada. A resposta chamou a atenção das autoridades: “A vítima disse que era bem usada e desgastada e que se fosse vender queria R$ 40”.

Sabino não sabe quanto tempo Gilvan ficou preso pelo furto avaliado em quatro notas de dez reais.

Julgado na 1ª instância, Gilvan foi condenado. Manoel Sabino recorreu ao TJ. Julgado na Câmara Criminal pelos desembargadores Amílcar Maia (relator para o acórdão), a juíza convocada Berenice Capuxu (voto vencido) e  por Maria Auxiliadora de Souza Alcântara foi mantida a sentença.

Sabino então utilizou o remédio jurídico embargos de infringentes e recorreu novamente ao TJ.

Hoje o processo tramita no  gabinete do desembargador Virgílio Macedo Júnior. “Agora todos os 15 desembargadores terão que votar. Mantida a decisão vou recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (corte que julga recursos especiais antes de  chegar ao STF) e, caso seja necessário ao Supremo Tribunal Federal (criado para cuidar da aplicação da Constituição Federal)”.

O defensor entende que casos como o de Gilvan deveriam ser processados no Juizado Especial, porém a lei não permite que isso ocorra.

A pena para o crime de furto é de até cinco anos de prisão e por isso é julgado na justiça comum. Para ser julgado no juizado especial, a pena do delito não pode ultrapassar dois anos, como ocorre no crime de pequeno potencial ofensivo. “O furto pode ser de um real ou de um milhão. É furto e pronto. É julgado na justiça comum”.

Sabino acredita que a lei deveria ser maleável e que furtos de até R$ 500 deveriam seguir para  juizado especial que julga crimes de menor potencial ofensivo.

Sete meses de cadeia por roubar uma bicicleta velha

Na rua estreita do Loteamento Jardim Progresso, zona Norte de Natal, em uma casinha simples com paredes pintadas de cor azul e janelas amarelas (cores já desgastadas pela ação do sol),  mora o eletricista Gilvan Pereira da Silva. Com pouco mais de 1,60 de altura, acima do peso e sem trabalhar por causa de um problema na perna, o ex-preso conta que do total da condenação de oito meses de reclusão pelo furto da  bicicleta cumpriu sete meses e 15 dias em uma das duas celas lotadas da 14ª Delegacia de Polícia do bairro de Felipe Camarão. Voltou para casa após receber o alvará de soltura. Questionado sobre o furto, ele assume: “Eu usava crack e pegava qualquer coisa para manter o vício. Hoje sou evangélico e não sou viciado em mais nada”.

Antes da prisão pela bicicleta, Gilvan já tinha “puxado” três anos de cadeia por ter se envolvido em uma briga e esfaqueado uma pessoa. Ele prefere não falar sobre o andamento do processo de furto na justiça.

Mas a vida que passou atrás das grades diz que foram momentos horríveis. Vivia em uma cela com mais nove presos amontoados. Brigas eram constantes, às vezes, por causa do calor, outras tantas devido a cinza do cigarro que caia no chão. “Quem está aqui fora e diz que se vira lá dentro é mentira. Em quatro paredes não dá para correr na hora de uma confusão”.

As experiências do passado não lhe trazem boas recordações, mas ele continua a viver. Passa o dia comendo, assistindo televisão e dormindo, outras vezes, inverte a regra que ele mesmo criou e a vida segue.

Geraldo Brilhante da Silva, 67, é pai do eletricista e está feliz pelo filho ter deixado as drogas. Evita problemas, segundo o aposentado.

O homem franzino lembra que passou muito desgosto com Gilvan na cadeia e que não tinha dinheiro para pagar um advogado. Há muitos anos a família formada por Geraldo, Gilvan, a neta (de Geraldo) e a bisneta sobrevive com um salário mínimo, hoje R$ 510. “O banco me toma de cara logo R$ 10, pago um empréstimo de R$ 60 e o que sobra a gente se vira”. E tem que se virar mesmo para a alimentação, a conta de luz e de água também”. Geraldo afirma que nunca passou a mão na cabeça do filho, mas que a justiça é injusta. “Não acho correto passar mais de sete meses preso por causa de R$ 40. Tem tanta gente que rouba milhões e fica por isso mesmo”.

Para o aposentado, apesar de tantas injustiças no país ainda vale a pena ser brasileiro. “Minha casa está toda enfeitada de bandeirinhas verdes e amarelas. É a Copa”, sorri.   

Bate-papo
Marcus Vinícius, juiz de Direito

Sob o princípio da insignificância, quantos casos deste tipo o senhor recebe por dia, semana, mês ou ano?
Poucos casos são recebidos. Um  a cada cinco ou seis meses. As próprias delegacias, em razão da falta de estrutura, terminam nem enviando esses casos à justiça.

Como o senhor se sente mandando para a prisão (caso isso tenha ocorrido) uma mãe ou um pai de família que roubou para saciar a fome dos filhos?
Nunca mandei para prisão um cidadão que praticou um crime de furto, por exemplo, de um pão ou coisa insignificante. Na verdade, o princípio da insignificância estabelece que os fatos, em tese, considerados delitos e que não atingem a sociedade de forma grave, não devem ser considerados materialmente crimes.

Se uma pessoa furta um objeto que não causou danos a bens e interesses sociais protegidos por lei, por que o acusado recebe condenação?
O direito penal deve ser utilizado como última forma de inibir uma determinada conduta, assim, se houve um furto (crime contra o patrimônio sem violência ou grave ameaça), de um desodorante ou mesmo de algo para comer, com valor ínfimo, não há necessidade de intervenção na esfera penal, pois o próprio direito civil, que garante a indenização, é o suficiente para reparar o dano causado. Contudo, em casos de crimes cometidos mediante violência ou mesmo tráfico de drogas, que ofendem a tranqüilidade da sociedade, mesmo que seja ínfimo o valor da coisa roubada ou a quantidade de drogas, deve haver a punição.

Pode dar exemplos de casos recentes?
Vários casos podem ser exemplificados. Um homem furtou uma melancia, foi preso em flagrante e denunciado pelo Ministério Público.

Eu, apliquei o princípio da insignificância no caso de uma mulher que colocou junto às compras que fez em um supermercado, um frango, tendo passado no caixa sem pagar. Não há necessidade de intervenção do Direito Penal. O supermercado deveria ter feito a cobrança do frango.

Que fique claro que o judiciário não está autorizando determinadas condutas. Se uma pessoa é “acostumada” a praticar furtos em supermercados isso é altamente reprovável e o acusado deve ser punido.

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/judiciario-gasta-muito-para-punir-os-crimes-de-bagatela/151089

Extermínio: “pegamos apenas a ponta do iceberg”, afirma Elias Nobre

Apesar das recentes operações que resultaram em mais de 15 prisões, os homicídios com características de execuções continuam sendo registrados.

Por Thyago Macedo
Foto: Elpídio Júnior
Elias Nobre, delegado-geral da Polícia Civil.
Em dois meses, a polícia do Rio Grande do Norte conseguiu desarticular dois grupos de extermínio que vinham agindo em todo o Estado, mas, principalmente, na Grande Natal. Apesar das recentes operações que resultaram em mais de 15 prisões, os homicídios com características de execuções continuam sendo registrados.

Somente na noite do último sábado (12), três pessoas foram assassinadas, sendo que um dos casos foi um duplo homicídio. Erivan Pinto do Nascimento, de 42 anos, e Kleber de Araújo, de 32 anos, foram encontrados mortos em uma estrada próximo à Macaíba.

Os dois estavam amarrados e com marcas de tiros na cabeça. A polícia ainda não tem pista dos suspeitos para a dupla execução. No entanto, pelas características, trata-se de um crime “padrão” para os grupos que atuam no Rio Grande do Norte.

A reportagem do portal Nominuto.com entrou em contato com o delegado geral Elias Nobre para que ele comentasse a continuidade dos assassinatos mesmo com as prisões. “Nós pegamos até agora a ponta do iceberg. Estamos trabalhando para identificar e prender os restantes dos grupos de extermínio”.

No início deste ano, o delegado geral chegou a declarar que cinco grupos de extermínios estavam agindo em todo o Estado. Com a prisão de dois, teoricamente outros três continuam atuando.

“Esses criminosos atuam em todo o Rio Grande do Norte, mas, principalmente, em Natal e Grande Natal. Nessa última operação prendemos muitas pessoas e apreendemos muitos materiais, então, teremos condições de investigar e chegar aos demais”, ressalta.

O primeiro grupo desarticulado neste ano contava com dois policiais militares e um agente penitenciário. A ação da polícia foi deflagrada no dia nove de maio. Na semana passada, mais precisamente no dia dez, foram presas 12 pessoas, nas Operações Laduma e Jabulani.

Entre os presos estavam três policiais militares que, de acordo com a polícia, além de atuarem com pistolagem, matando por encomenda, também eram responsáveis pelo tráfico de armas.

http://www.nominuto.com/noticias/policia/exterminio-pegamos-apenas-a-ponta-do-iceberg-afirma-elias-nobre/54776/

POR ESSA NEM LULA ESPERAVA.BRAVOS GUERREIROS DA PEC300.

Na data de 14 de Junho de 2010, esteve presente na cidade de Uberaba o Sr. Presidente Lula, acompanhado do Sr. Presidente da Camara Federal Michel Temer e do Canditado a Governo do Estado de Minas Gerais o Sr. Hélio Costa.
E quem não podia ficar de fora era a equipe comandada pelo Sgt Jose Gonçalves, que se fizeram presente com faixas de apoio a PEC 300, faixas estas que pelo olhar indisposto das autoridades que ali presenciaram as mesmas, devem ter ficadas encomodadas, pois deviam se achar bem avontade longe de Brasilia e das cobranças quanto a votação da PEC 300, só que em Uberaba tem Guerreiros que não desistem e até esta PEC ser votada, continuaram a luta por uma vida mais justa para todos os Policias, Bombeiros e Pensionistas.
Se fizeram presentes a Srª Iris pensionista, SGT José Gonçalves, SGT Gerson, SGT Jairo, SGT Nelson, SGT Simeão, SGT Couto, CB Dolinski, SD Guilherme ( esmeril ), SD David e o SD Andre Maggi ( Praça)

COLABORADOR:SD ESTEVES
http://cabofernandodareserva.blogspot.com/2010/06/por-essa-nem-lula-esperavabravos.html

PEC 300 compromete equilíbrio financeiro

Participantes da 78ª edição do Fórum Nacional de Secretários de Estado de Administração, que terminou na sexta-feira, em Maceió, decidiram se manifestar formalmente contra a possível aprovação da PEC 300 – Proposta de Emenda à Constituição na Câmara dos Deputados. O secretário da Administração do Piauí, Evaldo Ciríaco, foi quem sugeriu levar a posição dos secretários aos parlamentares, relatando como ficará a situação dos estados caso a PEC seja aprovada. Ele ressaltou a importância de se investir em segurança, mas de forma que não comprometa os demais serviços nos estados e os salários das demais categorias de servidores.

A Proposta cria piso nacional para as categorias de policiais e bombeiros e, de acordo com os secretários, além de não ser matéria constitucional, pode quebrar os estados, a começar pelos regimes de previdência.

“Os estados têm que decidir isso de forma independente, de acordo com a autonomia conferida pela constituição. A aprovação do piso, inclusive para aposentados e pensionistas, tem impacto imediato nas aposentadorias de policiais e militares em geral que jamais contribuíram para salários nos níveis propostos”, afirma o presidente o Consad, o Secretário de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro, Sérgio Ruy Barbosa.

Entre outras propostas consideradas inexequíveis pelos secretários está a equiparação dos pisos salariais de policiais militares de todo o país aos do Distrito Federal. Nesse cenário, o reajuste em Sergipe – estado menos atingido – seria de 37%, já o Rio Grande do Sul teria que arcar com despesas 314% maiores.

Mesmo assim, a PEC 446, que já foi apreciada em conjunto com a PEC 300 pelas diversas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, pode ser aprovada pela Câmara dos Deputados na próxima semana.

A posição do Consad será registrada na Carta de Maceió e comunicada às Comissões do Congreso Nacional envolvidas na discussão e às principais lideranças das duas Casas. Além disso, os secretários se comprometeram a atuar junto aos governadores e às bancadas estaduais para evitar a aprovação da PEC 446.

O maior risco, acredita o secretário Sérgio Ruy Barbosa, é que a aprovação da PEC pode desencadear movimentos regionais de pressão dos policiais para garantir a implementação do piso. “Todo mundo sabe como a área de segurança é sensível a essas questões salariais”, resume.

Fonte: clicapiaui

STF ACATA MANDADO DE SEGURANÇA E ANALISA RETORNO DA PEC DOS POLICIAIS

Lívia Francez

               O mandado de segurança impetrado na última semana pelo deputado federal Capitão Assumção (PSB-ES), pedindo o retorno da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 300 na Câmara dos Deputados, já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O mandado tem a relatoria do ministro Gilmar Mendes, que enviou instrução à Câmara pedindo informações ao presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), sobre a matéria.

           O ministro determinou também que fosse dada ciência do pedido à Advocacia Geral da União (AGU) para que o processo possa ser conduzido e, de posse das informações,possa apreciar o pedido de liminar.

         A decisão de recorrer ao Supremo partiu de Assumção que, vendo a protelação da votação da matéria, resolveu recorrer a instâncias superiores do Judiciário na tenttativa de corrigir o erro de se interromper a votação da PEC dos policiais em primeiro turno. Segundo ele, não há notícias de outras votações que foram interrompidas da mesma maneira.
            
            O deputado disse ainda que alguns parlamentares da Frente Parlamentar em Defesa dos Militares (Fremil) achavam que a ida ao Supremo poderia gerar desarmonia entre os deputados, mas Assumção acredita que tal desarmonia já foi criada pelo constante atraso no retorno da PEC à votação, por influência dos líderes partidários.

            Antes de ser impetrado o mandado de segurança, o líder do governo na Câmara, deputado estadual Cândido Vacarezza (PT-SP), em reunião com os líderes de entidades representativas dos policiais civis e militares e dos bombeiros militares, havia dado previsão de volta da PEC à votação na última terça-feira (8), mas foi mais uma forma de procrastinar a votação, já que a previsão não foi confirmada, legitimando o pedido de liminar.

Piso

             A PEC 446 estabelece piso salarial nacional de R$ 3,5 mil para soldados e R$ 7 mil para oficiais, extensivo a todos os policiais civis, policiais e bombeiros militares do País.

            A aprovação da medida no primeiro turno depende da apreciação de quatro destaques, todos de autoria de deputados governistas. Os parlamentares da Frente pró-PEC questionam esses pontos. Acreditam que eles descaracterizam a proposta inicial. O primeiro pretende excluir da emenda o valor nominal do piso salarial. A redação desse trecho no texto foi pensado como maneira de assegurar uma implementação imediata do piso a todos os militares do País. No entanto, a estratégia do governo é justamente em sentido contrário. Os governistas querem apagar esse trecho e definir a fixação do piso a partir da criação de uma lei específica.
 FONTE:

http://blogdogezi.blogspot.com/2010/06/stf-acata-mandado-de-seguranca-e.html

COMBATE VELADO | SAQUE VELADO | LADO R FT ANDRADE COMBAT | PARTE 1-25

Veja:  https://papamikejanildo.blogspot.com/2022/07/combate-velado-saque-velado-lado-r-ft.html https://papamikejanildo.blogspot.com/