Sílvia Miranda especial para o Diário de Natal
A maior parte dos pediatras do Rio Grande do Norte deixou de atender aos planos de saúde Medmais, Amil, Saúde Excelsior, Hapvida e Sul-América. Segundo a presidente da comissão social da Sociedade de Pediatria do RN (Sopern), Ana Cristina Santiago, o prazo de carência de 60 dias dado pelos pediatras em dezembro, para suspender o atendimento, foi finalizado no início de março para 80% da categoria. Dessa forma, apenas 20% dos pediatras que não aderiram ao movimento ou ainda estão aguardando o vencimento do prazo de carência, seguem a trabalhar com esses planos de saúde.
"Cada clínica emitiu uma carta em dezembro, informando que esses planos teriam 60 dias para entrar em negociação com a categoria, para um reajuste no preço da consulta, enquanto isso estávamos cumprindo o prazo de carência, mas somente a Unimed, Smile e grupo Unidas nos procuraram e as negociações fluíram. Por enquanto, estamos atendendo Unimed, Smile e Petrobrás (do grupo Unidas), o restante doUnidas (Fassincra, Conab, Sesef, Banco do Brasil, Camed, Correios, Cassis, Embratel, Capesesp, Saúde Caixa, Geap, Planassist e Assefaz). Estamos em final de negociações e voltando a atender aos poucos", indica.
Segundo ela, a falta de assistência clínica pediátrica faz com que as crianças superlotem os pronto-socorros. "Sem assistência clínica, os pais estão indo buscar atendimento para as crianças nos pronto-socorros para tratar problemas simples, mas sabemos que isso não é certo porque o PS é para cuidar de casos de urgência pediátrica. O tempo de espera nesses lugares chega a cerca de quatro horas, por causa da grande demanda de atendimentos", explica.
Valores
Ela conta que o grupo está reivindicando um reajuste de consulta para R$ 62,50 nos atendimentos comuns e R$ 50 para consulta de crianças de zero a dois anos. "Esses planos a que não estamos mais atendendo querem pagar no máximo R$ 38, é um absurdo e inaceitável. Por esse motivo, nós estamos aconselhando que as pessoas à migrarem para outros planosporque a diferença é pouquíssima em valor", orienta.
http://www.diariodenatal.com.br/2010/03/27/cidades2_0.php
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